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abertura_18_cnleA abertura oficial da 18ª Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (CNLE) apresentou uma representatividade de peso nesta quarta-feira (7), no Centro de Convenções da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília. A mesa recebeu o senador e candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves; o presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB); o senador acriano Jorge Viana (PT); o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT); o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Wasny de Roure (PT); o deputado federal César Halum (PRB); o deputado distrital Airton Gomes (PR) e o deputado gaúcho Raul Carrión (PCdoB), que representou a diretoria licenciada da Unale, promotora do evento.

“Foi, sem dúvida, a maior representatividade na abertura da CNLE nos últimos anos” – reconheceu o presidente licenciado da entidade, Sérgio Leite. O deputado pernambucano fez questão de reafirmar que os principais candidatos à chefia do Executivo nacional para as próximas eleições – Dilma Rousseff e Eduardo Campos – foram convidados para o encontro.

Por mais de duas horas, a política prevaleceu nos discursos dos integrantes da mesa. A começar pela fala do deputado Raul Carrión, que destacou que, desde a fundação da Unale, os grandes temas nacionais e as reivindicações populares “sempre estiveram presentes na pauta da Conferência”. Entre eles, enumerou a necessidade de novo pacto federativo, a reforma tributária, a renegociação da dívida dos Estados com a União, a defesa da Amazônia e a recuperação das prerrogativas dos deputados estaduais.

Já o presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wasny de Roure, fez questão de destacar a importância da Unale para a sua própria vida parlamentar. Ele lembrou que, em parceria com as Assembléias Estaduais, a entidade tem se posicionado firmemente na defesa de agendas do interesse do povo brasileiro.

O governador Agnelo Queiroz destacou a importância da Conferência Nacional da Unale no resgate da representação popular, promovendo o debate de temas da atualidade da vida nacional. Ele lembrou, ainda, a parceria bem sucedida que vem realizando em parceria com a Câmara Legislativa no atendimento das demandas populares do Distrito Federal.

Repensar o Brasil
Aécio Neves, Jorge Viana e Henrique Alves acentuaram o atual momento político brasileiro e a participação da classe política no fortalecimento da democracia no país.

O ex-governador mineiro e candidato do PSDB à Presidência da República nas próximas eleições foi claro ao defender o estabelecimento de novo pacto federativo no Brasil. Para Aécio Neves, na edição deste pacto é imprescindível que o interesse público sobreponha os partidos políticos no poder. “Temos de viver o país com respeito na discordância, observando os erros e promovendo alternativas” – disse.

Para ele, as próximas eleições serão importantes para debater o Brasil e consolidar a democracia como valor maior, o que, em sua opinião, passa pelo fortalecimento do Legislativo no âmbito municipal, estadual e federal. O senador tucano manifestou, ainda, sua preocupação crescente relativa à transformação do país em um Estado unitário, com a concentração da renda em favor do governo federal, em detrimento de Estados e municípios.

Para o presidente da Câmara Federal, Henrique Alves, que exerce seu 11º mandato como deputado federal, a classe política tem vivido momentos de dificuldades, pautados pela incompreensão e injustiça. “É prazeroso falar mal dos políticos” – disse para, em seguida, afirmar que “não há no país poder mais ungido pelo voto popular”.

O parlamentar do Rio Grande do Norte afirmou, ainda, que não existe poder mais aberto e transparente do que o Legislativo e assegurou que nenhum outro poder tem as portas mais abertas do que as Câmaras municipais, as Assembléias Legislativas e o Congresso Nacional “para ouvir as demandas populares”. Para ele, o Orçamento Impositivo, aprovado nesta última terça-feira, vai dar nova dimensão ao trabalho dos parlamentares nacionais.

Já o senador Jorge Viana enumerou as mudanças processadas no país, nos últimos 10 anos, destacando a criação de 20 milhões de empregos, a ascensão de 40 milhões de brasileiros que saíram da pobreza para se transformar em consumidores. Segundo ele, essas mudanças não podem gerar sentimento de “baixo astral” que crie clima de pessimismo e negativismo no país.

Comenda Unale
No encerramento da solenidade de abertura, foram homenageados que contribuíram para o engrandecimento da Unale. Receberam a Comenda Unale as seguintes pessoas: o governador Agnelo Queiroz; o presidente da Câmara Legislativa do DF, Wasny de Roure; os ex-presidentes da Unale, Artagão Júnior e Venâncio Fonseca e a coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, Maria Lúcia Fattorelli.

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