analise-26-03Por: Hold Assessoria Legislativa

Passado mais de um mês do início da intervenção federal no Rio De Janeiro e após a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL/RJ), o problema da segurança pública segue dominando corações e mentes por todo o país. A população está atenta e preocupada e fica claro, dia após dia, que tema será central nas eleições.

O último final de semana reforçou esse quadro. Pelo menos dois eventos, no Rio de Janeiro e no Ceará, apontam para as dificuldades que o Estado e suas instituições têm para abordar a questão.

No Rio de Janeiro, além dos casos usuais de violência, um confronto entre policiais e bandidos na favela da Rocinha deixou o saldo de oito mortos. Integrantes da comunidade criticaram duramente a ação da PM e afirmaram que se tratou de “execução”. A mesma polêmica de sempre, diga-se.

No Ceará, os últimos dias foram marcados por ataques de grupos organizados contra ônibus, carros particulares e órgãos do governo estadual. Nesse caso, ficou evidente a incapacidade do poder local de enfrentar a questão. Pareceu, em certos momentos, uma luta de Davi contra Golias.

Não por acaso, foi publicada pesquisa do Datafolha que aponta que 76% da população da cidade do Rio de Janeiro apoia a intervenção militar vigente. Apesar disso, 71% avalia que nada mudou com a presença do Exército. O governo Temer precisa entender o recado da população – mantenha a intervenção, mas melhore a atuação dos interventores. Talvez nem o Planalto saiba como responder a esse desafio.

No âmbito do Congresso Nacional, a pauta segue dominada pela questão da segurança pública. Apesar da semana encerrada pelo feriado, os deputados terão pela frente votações que tratam do tema. O plenário poderá apreciar projetos como o que cria o Sistema Único de Segurança Pública, medida importante que racionaliza o setor. Já os senadores, podem votar a proposição que eleva a pena para o uso de explosivos em casos de roubo qualificado.

Claro está que o Estado e a sociedade civil estão perdendo, por ora, essa guerra. Muito há de ser feito ainda. Aos governos estaduais e assembleias legislativas é necessário engajar-se no combate. Ações coordenadas e de inteligência são fundamentais para a virada desse jogo.

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