No dia 02 de abril de 2008, a ONU criou o “Dia Mundial da Conscientização do Autismo”. A data é comemorada todos os anos como um mês dedicado à conscientização do autismo, com monumentos pelo Brasil e em todo o mundo iluminados com a cor usada hoje para representar o espectro. Diversas campanhas expõem conceitos básicos e dicas para evitar o capacitismo no dia a dia.
De acordo com a ONU, a falta de compreensão tem um tremendo impacto sobre os autistas, suas famílias e comunidades. Este tipo de pensamento prejudica especialmente o diagnóstico de pessoas com autismo de grau 1, também conhecido como autismo leve ou autismo de baixo grau de suporte. Como não correspondem a nenhum estereótipo, enfrentam mais dificuldades para serem diagnosticados, especialmente no caso das mulheres.
Em 2026, o Dia Mundial de Conscientização do Autismo é comemorada pela 19ª vez. A criação da data foi registrada em dezembro de 2007 e aprovada durante a Assembleia Geral da ONU, em votação unânime, em janeiro de 2008, ano em que entrou em vigor a Convenção dos Direitos das Pessoas com Deficiência, da qual o Brasil é um dos signatários.
ORIGEM DA COR
A cor azul foi escolhida pois o autismo atinge muito mais meninos do que meninas, na proporção de 4 meninos para 1 menina, algo que a ciência ainda não consegue explicar. De acordo com o CDC (Center of Diseases Control and Prevention), órgão ligado ao governo dos Estados Unidos, uma criança a cada 44 nascidas tem o TEA (Transtorno do Espectro Autista), mostrando incremento significativo ao longo do tempo. Há alguns anos, ocorria um caso para cada 500 crianças. A estimativa é que, em todo o mundo, 70 milhões de pessoas tenham TEA, sendo 2 milhões no Brasil.
SINAIS
Uma pessoa autista, normalmente, tem dificuldade para ficar em ambientes muito barulhentos e movimentados, não atende quando chamado, é muito agitado, gosta de ficar sozinho ou ainda tem o hábito de fazer movimentos repetitivos. Muitas pessoas no espectro têm ainda seletividade alimentar ou dificuldades para dormir.
Alguns sinais podem surgir logo nos primeiros meses, como bebês que não fazem contato visual, ficam quietos demais quando sozinhos, não estranham quando vão para o colo de desconhecidos, demoram a falar as primeiras palavras ou a engatinhar e andar. Por isso, é importante que os pais estejam informados para que possam procurar ajuda médica caso notem esses sintomas e investigar se é alguma característica do TEA.
TRATAMENTO
O tratamento para autismo é personalizado e interdisciplinar, os pacientes podem se beneficiar com intervenções de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia entre outros profissionais, conforme a necessidade de cada autista. Na escola, um mediador pode trazer grandes benefícios, no aprendizado e na interação social.
Por Felype Campos/Ascom Unale


