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A Frente Parlamentar Interestadual em Defesa dos Direitos da Pessoal com Epilepsia (FPIDP), instituída pela UNALE em 2016, realiza mais uma campanha em prol do combate à desinformação da epilepsia.

Realizada durante todo o mês de março, a campanha “Março Roxo”, promove, neste ano, o slogan: MAIS CUIDADO, MAIS INFORMAÇÕES E MENOS PRECONCEITO. Esta é uma ação que conta com o apoio da Unale para o combate ao preconceito da doença, que tem afetado cerca de 50 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A epilepsia é considerada uma das doenças neurológicas mais comuns, quem recebe o diagnóstico enfrenta muitos desafios, entre eles, a falta de informação e o preconceito.

Em 2022, diante de um cenário de diversas incertezas, a UNALE reforça o cuidado com o cidadão e promove a campanha do Março Roxo, o mês de conscientização e mobilização sobre a epilepsia, que busca e levar informação sobre a doença e dar voz aos cidadãos que são acometidos por ela.

O que é Epilepsia e crise epiléptica

A Epilepsia é uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se.

A crise epiléptica se caracteriza como a ocorrência transitória de sinais e/ou sintomas mediante a uma atividade neuronal síncrona ou excessiva no cérebro, que incluem fenômenos anormais súbitos e transitórios, tais como alterações da consciência, ou eventos motores, sensitivos/sensoriais, autonômicos ou psíquicos involuntários percebidos pelo paciente ou por outro indivíduo.

Sintomas

As crises epilépticas podem se manifestar de diferentes maneiras:

A crise convulsiva é a forma mais conhecida pelas pessoas e é identificada como “ataque epiléptico”. Nesse tipo de crise, a pessoa pode cair ao chão, apresentar contrações musculares em todo o corpo, mordedura da língua, salivação intensa, respiração ofegante e, às vezes, até urinar.

A crise do tipo “ausência” é conhecida como “desligamentos”. A pessoa fica com o olhar fixo, perde contato com o meio por alguns segundos. Por ser de curtíssima duração, muitas vezes não é percebida pelos familiares.

Há um tipo de crise que se manifesta como se a pessoa estivesse “alerta”, mas não tem controle de seus atos, fazendo movimentos automaticamente. Durante esses movimentos automáticos involuntários, a pessoa pode ficar mastigando, falando de modo incompreensível ou andando sem direção definida. Em geral, a pessoa não se recorda do que aconteceu quando a crise termina. Esta é chamada de crise parcial complexa.

Causas

A causa pode ser uma lesão no cérebro, decorrente de uma forte pancada na cabeça, uma infecção (meningite, por exemplo), abuso de bebidas alcoólicas, de drogas, etc. Às vezes, algo que ocorreu antes ou durante o parto. Muitas vezes não é possível conhecer as causas que deram origem à epilepsia.

Tratamento

Segundo a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE), o tratamento da doença é feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas.

Acredita-se que pelo menos 25% dos pacientes com epilepsia no Brasil são portadores em estágios mais graves, ou seja, com necessidade do uso de medicamentos por toda a vida, sendo as crises frequentemente incontroláveis e então candidatos a intervenção cirúrgica. No Brasil, já existem centros de tratamento cirúrgico aprovado pelo Ministério da Saúde.

 Por Danilo Gonzaga/Ascom Unale

Edição: Camila Ferreira

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