logo-fpidp-dentro-de-arquivo-1000x1000-01A Unale apoia, este mês, a campanha “Março Roxo”, epilepsia sem preconceito! Esta ação é voltada para o combate ao preconceito da doença que tem afetado cerca de 8 a 9% da população mundial. Segundo dados do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) do Ministério da Saúde, atualmente, são quase 3 milhões de epiléticos no Brasil.

A entidade enviou para os parlamentares filiados um kit com bóton e material gráfico que trata da conscientização sobre a doença. Foi produzido um folder explicativo com instruções sobre como ajudar os epiléticos durante uma crise e como realizar o tratamento de maneira adequada.

A Unale também lançou, no último dia 19 de fevereiro, a Frente Parlamentar Interestadual em Defesa dos Direitos das Pessoas com Epilepsia (FPIDP), que objetiva ampliar e disseminar o debate acerca da Epilepsia em âmbito nacional por meio das 27 Casas Legislativas Brasileiras.

Com base na lei distrital 5.625 de 2016, que institui o programa de prevenção e assistência integral às pessoas com epilepsia, garantindo o tratamento gratuito por meio da rede pública de saúde, a Pasta buscará conscientizar as pessoas da importância de se promover políticas públicas voltadas para o tratamento da doença.

A Frente é composta por deputados de diversos estados que se dedicam à tratativa do tema. Tendo como presidente o deputado distrital Rodrigo Delmasso, como vice-presidente, o deputado Doutor Neidson (PT do B-RO) e como secretária, a deputada Roseli Matos (PP-AP).

Para o presidente da Frente, deputado Rodrigo Delmasso (Podemos-DF), é de suma importância a mobilização política dos representantes nos estados sobre o tema. “Devemos como representantes do povo, avaliar e submeter todas as demandas que promovam a melhora da qualidade de vida das pessoas. A saúde de qualidade é, inclusive, um dos principais serviços que o Estado deve prestar para a sociedade. Buscaremos através do “Março Roxo” e de outras campanhas ligadas ao tema, proporcionar mais informação e lutar pelo tratamento adequado para aqueles que necessitam”, defendeu Delmasso.

A filha de um senhor de 87 anos acometido pela epilepsia, Rosana Silva (62), destacou que este será um grande avanço para a gestão da saúde pública em todos os estados. Segundo Rosana, “somente quem convive com um ente familiar ou próximo, sabe as dificuldades de cuidar do portador de epilepsia. Por isso é crucial que todas as pessoas saibam como lidar quando se encontrarem em situação que uma pessoa esteja tendo um ataque epilético. Agir correta e conscientemente na hora certa pode salvar muitas vidas”.

A epilepsia é uma doença psíquica crônica que ocorre através da agitação da atividade cerebral, provocando quadros convulsionais, o que pode levar à perda temporária de consciência e outros malefícios físicos, se não for devidamente tratada.

Purple Day

O Purple Day, ou “Dia Roxo”, é realizado no dia 26 de março, é um dia de esforço internacional dedicado à conscientização das pessoas sobre a epilepsia e o combate ao preconceito em todo o mundo. Esse dia foi criado por uma criança de nove anos de idade, Cassidy Megan, de Nova Escócia-Canadá, juntamente com a Associação de Epilepsia da cidade.

Associação Brasileira de Epilepsia

A ABE é uma sociedade sem fins lucrativos, que se estabeleceu como organização interessada em divulgar conhecimentos relativos às epilepsias e disposta a promover a melhora da qualidade de vida das pessoas com epilepsia. A ABE faz parte do International Bureau for Epilepsy e é composta por pacientes, seus familiares, médicos, neurocientistas e outros profissionais da área de saúde.

As epilepsias constituem o distúrbio neurológico crônico mais comum. Estima-se que existam atualmente cerca de 8.000.000 de pessoas com epilepsia na América Latina, sendo que cerca de 3.500.000 delas não recebem tratamento médico adequado.

As repercussões sociais e psicológicas das epilepsias são enormes, assim como os problemas enfrentados pelos pacientes e seus familiares. A estigmatização, discriminação e preconceitos enfrentados dificulta a inserção na sociedade, principalmente no que se refere a obtenção e manutenção de empregos e relacionamento interpessoal, o que leva a dificuldades econômicas para a obtenção dos medicamentos antiepilépticos.

Sabe-se que, com o tratamento médico adequado, a maioria dos pacientes (75%) tem evolução favorável, com controle das crises epilépticas e melhora da qualidade de vida.

Saiba mais em: http://www.epilepsiabrasil.org.br/

Camila Ferreira/ Ascom Unale

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