Deputados das Comissões de Saúde e de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) conseguiram, nesta terça-feira (19/3), abrir uma possibilidade para que o curso de Medicina da Universidade Vale do Rio Verde (UninCor), em Belo Horizonte, volte a funcionar o mais breve possível. O curso foi desativado pelo Ministério da Educação (MEC) na última sexta-feira (15), após a constatação de uma série de irregularidades.

Em visita ao reitor e a outros dirigentes da universidade, o presidente da comissão de Saúde, deputado Carlos Mosconi (PSDB), outros parlamentares e o Ministério Público idealizaram a elaboração de um termo de ajustamento de conduta (TAC), a fim de convencer o MEC a autorizar a reabertura do curso. O encontro teve ainda a presença de estudantes, líderes sindicais, representante do Ministério da Saúde e do Conselho Regional de Medicina (CRM).

De acordo com Mosconi, foi instalada uma relação de consumo, de uma natureza peculiar. “A universidade propõe formar médicos capazes de cuidar de nossa sociedade. Para isso, é necessário infraestrutura e ensino de qualidade. O que percebemos aqui é que as deficiências existem e devem ser sanadas urgentemente”, afirmou o presidente da comissão de Saúde.

UninCor – O curso de Medicina em Belo Horizonte possui 300 alunos. O reitor da instituição, Marcelo Junqueira, explicou que, a partir de 2010, a universidade entrou em colapso gerencial devido ao que chamou de “crises sucessivas de administração”. Hoje a entidade está se recuperando. “Dos 23 pontos de deficiências apontados pelo MEC em 2009, apenas sete ainda não apresentaram melhoria. Nossa grande dificuldade é a parte financeira”, explicou.

Após a manifestação de vários alunos, que se queixaram da falta de professores e de estrutura física, os deputados conduziram a reunião com o objetivo de propor iniciativas para contemplar os interesses dos estudantes e da direção da universidade.

Assim, ficou combinada a formação de uma comissão, com representantes de todas as partes interessadas, para elaborar um termo de ajustamento de conduta contendo ações e cronogramas bem definidos. A possibilidade de transferência para outras instituições de ensino também não foi descartada para aqueles alunos que se interessarem.

Texto: Assessora de Imprensa do dep. Carlos Mosconi

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