d51feda7accbe10b5e97bcf1aab3e772162c1d25Um dos grupos de trabalho do Seminário Regional de Promoção e Defesa da Cidadania que acontece nesta quinta-feira (29) na Alesc tratou da questão da violência contra a mulher. Deputadas de todo o país participaram de uma grande troca de experiências para aprimorar estratégias de combate aos casos de agressões e feminícios que não param de aumentar no Brasil.

A secretária nacional de Políticas para as Mulheres do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, Cristiane Britto, lamentou o fato de o país ter uma posição de destaque negativo. “O Brasil ocupa o quinto lugar na lista dos países onde mais se mata mulheres. De acordo com ela, essa é uma situação a que o governo federal está atento. “Estamos desenvolvendo políticas públicas voltadas para tirar essas mulheres desta situação, tirá-las do ciclo da violência”, explicou. Segundo ela, o ministério trabalha para mapear as mulheres de todas as regiões, acompanhando todos os casos de violência contra a mulher e os de feminicídio.

Em Santa Catarina o quadro não é diferente, lamentou a delegada Patrícia Zimmermann D´Ávila, coordenadora das Delegacias de Polícia de Atendimento à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso de Santa Catarina. “Infelizmente, a gente vê a brutalidade cada vez mais aumentando. Mulheres sendo mortas por pessoas que elas amam, os seus companheiros. Isso é algo muito trágico e a gente precisa debater e tratar desse assunto. Em Santa Catarina, tivemos um flagrante no dia de ontem, chegando a 38 casos. Um número muito alto que supera a taxa do mesmo período no ano passado. Então o sinal de alerta está mais do que aceso e estamos trabalhando para tentar reduzir esses índices”, afirmou.

Mediadora do grupo de trabalho, a deputada estadual Marlene Fengler (PSD) explicou que não só por se tratar de uma discussão nacional que o Parlamento catarinense participou do evento. “Aqui em Santa Catarina a Bancada Feminina da Assembleia Legislativa e a Comissão de Direitos Humanos estão fazendo um trabalho muito grande com relação ao tema”, argumentou. Por isso, havia a necessidade de se unir à União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), que organizou o seminário.

Proponente de seis audiências públicas realizadas em todas as regiões do estado no primeiro semestre para reunir iniciativas de combate pelas várias instituições de governo e da sociedade civil organizada, Marlene viu a necessidade de debater o tema com deputadas de todos os estados. “Temos que conversar sobre iniciativas, ver o que está sendo feito nos outros estados e compartilhar experiências que possam nos ajudar a mudar essa realidade no Brasil e, especialmente, em Santa Catarina”, concluiu.

Alessandro Bonassoli / ALESC | FOTO: Bruno Collaço
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