A Associação Brasileira de TVs e Rádios Legislativas (Astral) iniciou nesta quarta-feira o I Seminário Internacional de Mídias Legislativas, em Florianópolis, Santa Catarina. Na abertura, Lúcia Helena Vieira, presidente da entidade, destacou a importância do evento na troca de experiências e no debate sobre a convergência de mídias.

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A Associação Brasileira de TVs e Rádios Legislativas (Astral) iniciou nesta quarta-feira o I Seminário Internacional de Mídias Legislativas, em Florianópolis, Santa Catarina. Na abertura, Lúcia Helena Vieira, presidente da entidade, destacou a importância do evento na troca de experiências e no debate sobre a convergência de mídias. Leticia Quesada, presidente da Comissão Bicamaral do Canal do Congresso mexicano, destacou a importância da comunicação legislativa para a consolidação da democracia. Para Joares Ponticelli, deputado estadual de Santa Catarina e presidente da Comissão Organizadora da XV Conferência Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais, os canais legislativos são importantes para contrapor a visão deturpada do parlamento dada pela mídia privada: “O poder legislativo, pela sua pluralidade, é o mais democrático, transparente e também o mais vigiado. Não pode ser visto pela sociedade como o poder da corrupção”. Também participaram da mesa de abertura o presidente da Associação Catarinense de Imprensa (ACI), Ademir Arnon, e Javier Barrero, 1º secretário do Congresso dos Deputados da Espanha.

O diretor da Secretaria de Comunicação do Senado (Secs), Fernando César Mesquita, ministrou a primeira palestra “Canais Legislativos como instrumentos da democracia”. Ele destacou a importância da comunicação legislativa para transmitir de maneira equilibrada o trabalho parlamentar, pouco explorado pela mídia comercial. Responsável pela montagem da Secretaria de Comunicação da casa, o jornalista apresentou a atual estrutura do órgão, que conta com TV e rádio, além da assessoria de imprensa, site, e perfis nas mídias sociais. De acordo com Mesquita, em mais de 15 anos de existência da Secs, o trabalho legislativo se intensificou.  “Há o interesse do parlamentar em mostrar seu trabalho na medida em que sabe que pode ser visto”, disse. “Não há nada que aconteça hoje no Senado que não seja coberto pela nossa estrutura de comunicação”, ressalta. Mesquita criticou o comportamento da mídia tradicional, que muitas vezes deturpa o trabalho do congresso e imprime uma visão caricata. “Eles dão destaque a brigas e xingamentos e esquecem as diversas reuniões de comissões e as etapas por quais passam os projetos de lei antes de serem votados”. A principal função do canal legislativo, de acordo com o jornalista, não deve ser a de concorrer com a mídia privada, mas complementá-la, exibindo na íntegra e com objetividade os trabalhos do congresso, tratando os parlamentares de maneira igualitária. “Assim, destacamos uma das principais características dessa esfera de poder, que é a pluralidade”, disse ele.

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