Arte: TRE-SP

No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data foi criada em 1917 para celebrar a luta pelos direitos femininos. Porém, o evento só foi oficializado em 1975, mais de 60 anos após sua criação, em uma assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU). Esta celebração é um marco essencial para a luta por uma sociedade mais justa e igualitária, além de chamar atenção para as desigualdades de gênero ainda existentes na sociedade.

Infelizmente a pandemia da COVID-19 teve um grande impacto nos direitos das mulheres. De acordo com o Global Gender Gap Report 2021, do Fórum Econômico Mundial, o tempo necessário para acabar com a disparidade global de gênero aumentou em uma geração, de 99,5 anos para 135,6 anos durante a proliferação do coronavírus.

Segundo estudos realizados pela ONU Mulheres, 45% das entrevistadas relataram que ela própria ou uma mulher que conhecem sofreram algum tipo de violência durante a pandemia. O abuso não é físico foi um dos itens relatados, como agressão verbal e negação de recursos básicos.

Apesar dos dados, existiram avanços nos últimos anos, especialmente nas lideranças femininas. Kamala Harris se tornou a primeira mulher, negra e asiática-americana vice-presidente dos Estados Unidos em 2021. E no mesmo ano, a Tanzânia empossou sua primeira presidente mulher, Samia Suluhu Hassan. Estônia, Suécia, Samoa e Tunísia tiveram primeiras-ministras mulheres também pela primeira vez na história.

Em janeiro de 2022, Xiomara Castro tomou posse como a primeira presidente de Honduras.

Luta por direitos iguais

Mulheres, no mundo todo, ainda enfrentam dificuldades em ter direitos básicos garantidos. Desde casos mais extremos, como países árabes que imputam uma série de proibições às mulheres, inclusive do direito de ir e vir, até países mais liberais, como o Brasil, onde o machismo estrutural ainda dita muitas das regras vividas no dia a dia.

Por isso a data é tão importante, pois ela faz com que o mundo pare por um dia para ouvir o que as mulheres têm a dizer e, a cada pequena intervenção, as mudanças necessárias vão sendo implementadas na sociedade.

Por Danilo Gonzaga e Malu Souza/Ascom Unale

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