Por: Ivana Bastos

Presidente da Unale e deputada estadual da Bahia pelo PSD

O agravamento da pandemia causado pelo aumento da disseminação do vírus COVID-19 é motivo de preocupação e causa medo e angústia em parte da população. Esse agravamento impõe o aumento de restrições à circulação de pessoas, reforço aos cuidados pessoais e ação forte das autoridades no atendimento de saúde aos atingidos.

Dados recentes demonstram que, na Bahia, a contaminação aumentou nas faixas de populações mais jovens, pois mais da metade dos contaminados tem idade abaixo de 39 anos.

É louvável e necessário os esforços das autoridades em aumentar o número de leitos das UTIs e condições gerais de atendimento. Entretanto, essas medidas são de ataque às consequências. É preciso atuar mais nas causas, pelo que vemos duas providências efetivas.

A primeira delas é o aumento da consciência da sociedade no entendimento de que são pessoas que contaminam outras pessoas. Carecemos de campanhas educativas mais intensas e de comunicação clara e da importância dos cuidados pessoais, uso de máscara, evitar aglomerações, lavagem correta das mãos e adoção de atitude de afastamento ou isolamento social.

A segunda providência é a vacinação em massa, estratégia que pode frear com rapidez a contaminação do vírus e, principalmente, o surgimento de variações mais perigosas.

São conhecidas as dificuldades e o despreparo governamental na aquisição tardia das vacinas para o programa de imunização, mas isso deve ser uma preocupação genuína de todos, inclusive da iniciativa privada. O alerta já manifestado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a situação no Brasil pode ser a senha para a busca de formas de acelerar o ritmo de vacinação, via aquisições por vários caminhos. Os estados e municípios também se mobilizam nessa direção.

Reforçamos a crença de que a vacinação em massa é um mecanismo poderoso de contenção dessa tragédia nacional que já ceifou vidas e deixou mais de 260 mil famílias sem seus entes queridos.

De nossa parte, na UNALE, entidade nacional que congrega legisladores e legislativos nacionais, que tenho a honra de presidir, criamos em janeiro a comissão nacional de acompanhamento e fiscalização da vacinação. Essa comissão apoia os parlamentares estaduais com informações, contatos institucionais, propostas de melhoria da legislação e outros recursos que facilitem o desempenho de seu papel junto aos seus respectivos estados.