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A Assembleia Legislativa do Ceará foi palco, nesta segunda-feira (14), da oficina “O Brasil e os Brics”, que reuniu representantes das fundações Maurício Grabois, Perseu Abramo, Leonel Brizola-Alberto Pasqualini e Ulysses Guimarães, no auditório Murilo Aguiar. Trata-se de um evento paralelo à VI Cúpula dos Brics, bloco que reúne os países emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, como forma de se contrapor às grandes potências econômicas mundiais.

A reunião dos Brics foi aberta hoje, no Centro de Feiras e Eventos do Ceará, em Fortaleza, com encontro da área econômica. E prossegue amanhã com participação dos chefes de Estado dos cinco países, entre os quais a presidente do Brasil, Dilma Rousseff, e o da Rússia, Vladimir Putin.

O objetivo da oficina promovida na Assembleia Legislativa, segundo explicou Márcio Pochmann, da Fundação Perseu Abramo, é acompanhar e se aproximar dos debates governamentais dos países em desenvolvimento, com maior atenção, a partir de uma reflexão que antecipe e avance os temas atuais do bloco.

De acordo com ele, a aproximação entre governos como o do Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, aponta para novas perspectivas para a governança global, antes norteada pelos países desenvolvidos que se encontram mergulhados na crise econômica. “Desta forma, a influência desses países na multipolaridade e na criação de novos mecanismos de financiamento afastados das pressões dos países desenvolvidos são temas que se fortalecem a cada cúpula”, explicou Pochmann.

O senador cearense Inácio Arruda (PCdoB) destacou que esses cinco países juntos detêm a metade da população e metade do Produto Interno Bruto do globo. “E foram os que mais tiraram pessoas da linha de pobreza. São economias que, além de independência financeira e industrial, estão em processo de crescimento acelerado”, afirmou Arruda. “Esse encontro – depois dos seis jogos da Copa do Mundo da FIFA realizados aqui – coloca Fortaleza mais uma vez no centro geopolítico do planeta”, completou.

O deputado Lula Morais (PCdoB), que representou a AL na oficina, defendeu que esse agrupamento de países emergentes busque consolidar mecanismos no sentido de quebrar a unilateralidade dos Estados Unidos, presente desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Ele ressaltou que um dos objetivos da reunião em Fortaleza é o de criar um banco de desenvolvimento dos cinco países, o que lhes daria uma coesão. A meta, segundo explicou Lula Morais, é que essa instituição seja uma alternativa ao Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD).

Fonte: Agência ALCE

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