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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) recebeu, nesta quarta-feira (30), os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2014, Eduardo Campos (PSB), Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT). A situação atual da econômica foi o principal tema debatido por eles.

Com a candidata à vice Marina Silva ao seu lado, Eduardo Campos se considera a única possibilidade de quebrar o presidencialismo de coalizão e a divisão dos últimos 20 anos entre PT e PSDB. Ele fez várias críticas a política econômica. Prometeu, se eleito, priorizar a reforma tributária já no primeiro dia de gestão.

“O conjunto de notícias sobre a economia nos impõe uma reflexão sobre o momento que o mundo vive, de busca de novos valores, de conceito de desenvolvimento da maior crise do capitalismo. Pensamos que era apenas uma marolinha, mas agora vimos o tamanho do desafio” – disse.

O ex-governador de Pernambuco foi aplaudido ao defender que o Brasil precisa de um novo padrão de governança. Criticou o balcão de entrega de ministérios em troca de apoio e governabilidade, e disse que o padrão político no Brasil faliu e não tem mais ambiente para competitividade.

“Eu e Marina somos a única possibilidade de quebrar o presidencialismo de coalizão. O que vem aí, por mais biografia que tenha, não tem condições de fazer o novo. A vida da gente são as nossas circunstâncias. E as circunstâncias que cercam Dilma e Aécio é a de conservar essa velha política que já faliu” – afirmou.

Confiante na vitória, Campos adiantou ações de sua gestão: não aumentar impostos ou retirar direitos trabalhistas. Ele prometeu comandar a agenda da produtividade do Brasil. “O que falta é uma palavrinha mágica que conheço muito bem: gestão” – completou.

Erros de governo – Já candidato tucano à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), iniciou seu discurso com críticas à política econômica do governo.  Para ele, o baixo crescimento do setor no Brasil não seria resultado da crise econômica mundial, mas sim dos erros nas diretrizes econômicas traçadas pelo governo.

— O atual governo falhou na condução da economia, nos legou a pior equação fiscal das últimas décadas. Todos conhecemos as consequências graves da crise internacional, mas os resultados pífios da economia são obras de brasileiros. Consequência de erros do governo – disse Aécio.

O ex-governador de Minas disse que o governo Dilma “demonizou” as privatizações e concessões realizadas durante os governos tucanos. Aécio também direcionou uma crítica a Eduardo Campos, que se apresenta como a terceira via e única possibilidade de efetiva mudança: “Sou cético em relação aos monopolistas da verdade, da ética e das mudanças” – disse.

Aécio afirmou, ainda, que o atual governo atua com “arrogância e unilateralismo” em suas decisões e disse que, em seu eventual governo, haverá um diálogo permanente com o setor produtivo. O tucano defendeu um resgate da credibilidade do governo e da economia. “Vamos inaugurar um tempo de previsibilidade, de retomada dos investimentos. O Brasil cansou de tudo que esta aí” – disse.O candidato encerrou sua participação levantando novamente a “polêmica” de que fará “o necessário” para retomar o crescimento brasileiro:

“Não vai me faltar coragem desde o primeiro dia do governo para tomar todas as medidas necessárias para que o Brasil encerre esse ciclo perverso e possa apontar para nosso ciclo de crescimento sustentável. O Brasil não merece o governo que está aí e nós temos capacidade de construir o novo. E o novo de verdade, com coragem e condições para fazer o que é preciso, somos nós” – afirmou.

Bases para crescer – Em sua exposição na sabatina da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a presidente Dilma Rousseff afirmou que, diferentemente do que se fazia no passado, seu governo não desorganizou a economia durante a crise internacional.

“Não só nos protegemos da crise como também formamos a base para a retomada do crescimento. Não desorganizamos a economia como se fazia no passado, não só recorrendo ao FMI, de maneira alguma deixando que nossa economia tivesse um comprometimento grave por conta da crise” – Dilma.

A presidente fez ainda críticas veladas ao PSDB. Segundo ela, muitos conspiram aberta ou envergonhadamente contra o financiamento público. Tais posições ecoam o passado, quando o governo brasileiro virou as costas para a indústria nacional.

Dilma disse, ainda, que num eventual segundo governo dará prioridade a uma reforma tributária, ainda que a conjuntura política no Congresso não apoie a medida.

— Nós daremos prioridade como sempre demos a agenda da reforma tributaria, tentaremos sempre uma reforma abrangente. Iremos perseguir essa reforma mesmo quando a conjuntura não for a mais favorável: tendo como base a simplificação e a desburocratização – afirmou.

Fonte: O Globo

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