As pesquisas eleitorais são ferramentas essenciais para o exercício do poder democrático. Elas cumprem seu papel em sinalizar para os políticos um entendimento mais aprofundado do que a população tem como prioridades para aquelas eleições, o perfil dos eleitores e as estratégias a serem adotadas para atrair maior relevância para os candidatos e para suas siglas.

Trata-se, basicamente, de uma pesquisa de opinião pública que realiza um levantamento sistemático através de perguntas de um questionário que busca coletar a opinião, o comportamento, os valores, as atitudes e os hábitos das pessoas a partir de uma amostra de um determinado grupo ou população.

Toda população é entrevistada, mas a pesquisa eleitoral seleciona apenas um número de pessoas, que serve de base para refletir toda a opinião da maioria.

A partir das pesquisas é que um partido define quem serão os candidatos, quais temas serão bordados na campanha, onde serão feitos comícios e ações de campanhas e quais serão as estratégias para transmitir a mensagem e trazer resultados para os candidatos e suas siglas.

Como surgiram as pesquisas eleitorais?

Livros como o Survey Research in The United States (1987), de Jean Converse, mostram que suas origens se encontram no final do século XIX, na Inglaterra, e que nasceram a partir das pesquisas de opinião que, por sua vez, surgiram no início da década de XX. As pesquisas eram, a princípio, um mapeamento das condições de vida na Inglaterra e dos britânicos.

No decorrer do século passado as pesquisas passaram a ser utilizadas para outras finalidades e em diferentes países e tratavam de temas como estudos acadêmicos sobre psicologia, por exemplo.

Na primeira metade do século XX foram feitas pesquisas para se aferir as opiniões sobre a II Guerra mundial.

A década de 60 marca o início da popularização das pesquisas em diversas áreas do interesse humano como nutrição, política, ciência e comportamento. Foi daí que nasceu a tradição das pesquisas eleitorais.

Por Hans Weinner/ Ascom Unale

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