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Lucas de Abreu Maia

Dois em cada três eleitores ouvidos pelo Ibope consideram que Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) usaram os debates mais para se atacarem mutualmente que para apresentar propostas. Para 67% dos entrevistados, as críticas predominaram. Só 13% disseram que os debates foram usados para discussão de propostas. Nesta sexta-feira, 24, os candidatos voltam a se encontrar na televisão, no confronto promovido pela TV Globo.

Mais eleitores de Aécio (71%) viram os debates do 2.º turno na TV como agressivos que os de Dilma (65%), segundo a pesquisa do Ibope. Já a proporção dos eleitores da candidata à reeleição que viram os debates como propositivos (15%) é maior que entre os apoiadores/concorrente tucano (13%).
Embora os candidatos estejam tecnicamente empatados na percepção do eleitorado sobre quem se saiu melhor nos debates, a imagem depende dos óculos de quem vê – a avaliação varia conforme a intenção de voto.

Para 34% dos entrevistados pelo Ibope, Aécio foi o vencedor dos debates. A proporção, porém, sobe para 68% entre aqueles que pretendem votar no senador tucano. Os números de Dilma não são muito diferentes: 32% de todos os eleitores dizem que ela se saiu melhor; porcentual que chega a 61% entre aqueles que declaram voto na petista.

Quase metade da população (48%) disse ter assistido a ao menos um debate entre os presidenciáveis no 2.º turno. Outros 35% afirmam que ouviram falar sobre eles. Ou seja: notícias sobre os debates na TV alcançaram 83% dos eleitores. Apenas 13% disseram não ter tomado conhecimento sobre os embates entre Dilma e Aécio, enquanto 4% dos eleitores não souberam dizer ou não responderam à pergunta.

Último debate. O debate da Globo terá como diferencial uma arena de 80 eleitores indecisos, selecionados pelo Ibope. A plateia fará perguntas aos candidatos, que poderão caminhar livremente pelo estúdio. Em dois dos quatro blocos da transmissão, Dilma e Aécio ficarão também frente a frente e farão perguntas entre si. O Estado fará a cobertura minuto a minuto do confronto, que contará ainda com as análises em tempo real do cientista político Carlos Melo e de colunistas do Grupo Estado.

Publicado em O Estado de São Paulo em 24/10/14

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