Search
Close this search box.

cristiano_araujoCristiano Araújo é deputado distrital pelo PTB

Nos últimos tempos, nós deputados, temos sido levados a fazer uma grande reflexão em torno do nosso papel como Poder Legislativo no Distrito Federal. Nossa missão é do tamanho de nossa responsabilidade, enorme! Ela está além de apenas fiscalizar o Executivo ou receber e atender as demandas da população.

Sabemos que em qualquer parlamento do mundo, convive-se com a contradição. No nosso não pode ser diferente. Seguir na contramão dos interesses pessoais e tomar posição quando chamados são tarefas que exigem grande esforço de nós parlamentares, simples seres humanos, o tempo todo.

Resistir, assumir posições. É esta a postura que a população espera desta Câmara Legislativa. Sofremos críticas diariamente. Somos criticados quando erramos. Duramente criticados.

Mas até mesmo os críticos mais ferozes recorrem ao Parlamento quando necessitam. Aqui é a Casa do Povo. Nela representamos as qualidades, erros, acertos e imperfeições de nossa sociedade porque somos a representação dela.

Somo o único poder totalmente formado pelo voto popular. Não há indicações. Somos ungidos pelo povo. Pela vontade da população que compreende e aceita  nossas propostas, nos permitindo assumir o mandato parlamentar.

Internamente, em nossa rotina, também decidimos com base no voto. Vence o entendimento, o convencimento. Enfim, vence a decisão da maioria. É assim que deve ser.
Nem sempre conseguimos agradar a todos. Nem Jesus Cristo conseguiu. Por isso, considero que também temos a árdua missão de desagradar, contrariar, buscar o debate.

Neste caminho, muitas vezes, somos instados a apontar novos rumos, buscar novas discussões e abrir diálogos diferentes.

É esse o papel do Legislativo. Esse é o compromisso que assumimos com nossa população. Um Poder Legislativo que foge ao contraditório e ao debate saudável de ideias é omisso. Não cumpre seu papel.

Até porque projetos, discussões, temas polêmicos vão e vêm. Mandatos passam. A Câmara Legislativa fica e será perene enquanto houver democracia.

Compartilhe!