Por Faisal Karam

Deputado Estadual

Em tempos de pandemia, a ciência foi tema na imprensa, nas redes sociais, nas conversas de amigos… Nunca se falou tanto em ciência. Para o bem e para o mal. E lamentavelmente a história se repete quando o assunto é a falta de investimentos na área.

Parece que os meses de convívio com uma nova doença e o número de óbitos não serviram para nada. O corte no orçamento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação foi de R$ 600 milhões, valor previsto para o financiamento de pesquisa. Sem dúvida, isso vai refletir em mais atraso ao país e aumento da nossa dependência externa, escancarada durante a pandemia.

A ciência é o que move o mundo, a pesquisa é a sua ferramenta principal e o pesquisador é o agente da transformação. Um processo que inicia na escola e se aprofunda na universidade. As iniciativas públicas e privadas são fundamentais neste caminho, são onde surgem as descobertas capazes de gerar riqueza e desenvolvimento ao país.

Cortar recursos da área limita ainda mais o setor responsável pelo desenvolvimento de novas tecnologias, de novos produtos e o principal, desestimula os jovens pesquisadores.

Estes R$ 600 milhões retirados da ciência correspondem em parte ao aumento dos recursos para emendas parlamentares de 2021/2022. O orçamento da União prevê R$ 3 bilhões para emendas no ano que vem.

E aqui faço um apelo, não sacrifiquem ainda mais o futuro deste país e de cabeças brilhantes forjadas em salas de aula e no meio familiar.

Precisamos falar de ciência e pesquisa, seguir comentando nos grupos das redes sociais e mais do que nunca questionar os motivos que levam essa perda gigantesca para o Brasil.