Erich Decat

Balanço oficial apresentado nesta terça-feira (29) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela queda no número de jovens eleitores na faixa etária de 16 e 17 anos. De 2010 para cá, esse grupo caiu de 2,3 milhões de eleitores para os atuais 1,6 milhão.

Segundo o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, a queda se deve à razões técnicas e mudanças na metodologia de calculo. “Há envelhecimento que o IBGE vem demonstrando. Pode haver outros motivos de interesse político, mas há um aumento na faixa etária da população. […] Se houve componente político, trouxe como hipótese para que a imprensa faça suas análises, mas há dados concretos de envelhecimento da população brasileira”, afirmou em coletiva na sede do tribunal. O ministro afirmou ainda que o TSE mudou a metodologia neste ano, passando a considerar a idade que o eleitor terá no dia da eleição.

Os dados apresentados indicam também um possível envelhecimento do quadro geral dos eleitores aptos a votarem nas próximas eleições. A faixa etária predominante está entre 45 e 69 anos. Esse grupo chega a 33,7 milhões de eleitores (23,66%). Em 2010, eram 30,7 milhões (22,65%). O grupo entre 25 e 34 anos passou de 32,7 milhões (24,15%) para os atuais 33,2 milhões (23,29%) de eleitores.

Por sua vez, a população de idosos com 60 anos ou mais subiu de 20,7 milhões para 24,2 milhões. O TSE não divulgou informações referentes aos cidadãos na faixa etária entre 18 e 24 anos.

Em relação aos números gerais, também ficou constatado que entre 2010 e 2014 houve crescimento de 5,17% do número de eleitores, que passou de 135.804.433 para 142.822.046. Desse total, 99,75% residem no Brasil. O número de brasileiros com residência no exterior é de 354 mil distribuídos em 118 países diferentes.

As mulheres continuam sendo maioria. Nesse quesito houve um crescimento 5,81% nos últimos quatro anos. O número de mulheres aptas a votar passou nesse período de 70,2 milhões para os atuais 74,4 milhões. Em relação aos homens o número passou de 65,2 milhões para 68,2 milhões, o que corresponde a um aumento de 4,54% nos últimos quatro anos.

Fonte: O Estado de São Paulo
Ilustração: Portal CNB Foz

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