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sandro_locutor_artigoSandro Locutor é deputado estadual pelo PPS do Espírito Santo

Em um país onde as mazelas sociais parecem nem chocar mais nossas autoridades, muitos de nós cidadãos dormimos e acordamos todos os dias perplexos com a violência que teima em bater a nossa porta. Por que será?

A começar pelos índices; quase todos os crimes são motivados pelas drogas, com os mais variados tipos de armas e na busca de duas grandes motivações constantes dos chamados seres racionais: dinheiro e poder.

Essa busca incansável por resultados imediatistas e a cobiça por ostentar um poder ilusionista, faz com que a omissão do Poder Público dê margens para o crescimento desenfreado do tráfico de entorpecentes e de armas, e estes tomem conta de mentes fragilizadas que teimam em destruir nossas famílias.

Resta-nos a pergunta: Nós, brasileiros, produzimos todas as drogas e armas que movimentam essa violência cara ao Poder Público, que não acorda diante das mortes que acabam com a esperança de nossa gente?

A resposta surge em meio a vários outros questionamentos: Por que não vemos ações do Poder Público para fechar as fronteiras do país? Por onde entra toda essa droga? As armas que matam diariamente nossos cidadãos são produzidas no Brasil? Será que as políticas públicas de nossa nação garantem o direito constitucional de todos os brasileiros? Por quê? Por quê? Por quê?

Temos que refletir sobre quais ações práticas e eficazes devem ser tomadas, especialmente pelo Poder Público Federal, pois a frouxidão de nossas leis, que deveriam ser iniciadas pelo poder centrado no Planalto, torna-se mais incoerente com nossa realidade, na medida em que não consegue alcançar as mentes de quem possui a caneta para decidir as mudanças que nossa gente precisa.

Se não produzimos drogas e armas ou, se produzimos, é em uma escala infinitamente inferior à que circula no país, será que o pecado de uma política de segurança, social e econômica que está instalada no Brasil, não merece mais respeito, zelo e profissionalismo de nossos governantes?

Não se admite mais e a sociedade já tem demonstrado suas insatisfações que deixam os autores desses projetos de Governos falidos, escravos do poder econômico e do clientelismo eleitoral tão desesperados, que nem seja levado em conta que um bandido é preso com uma quantidade absurda de drogas e esse empurra o seu “produto” nas costas de um menor, que assume o crime do cooptador e esse sai pela porta da frente, deixando o menor, por vezes, rindo de seus “algozes”, pois por orientação do tráfico já sabem na ponta da língua quais são os seus direitos, e o aliciador, quando apenado, não tem sua pena majorada por corromper esses adolescentes cada dia mais.

Os crimes de porte e posse de armas, por mais absurdo que possam parecer são afiançáveis, ou seja, o meliante preso com pistolas, revólveres, fuzis ou quaisquer outras armas de uso “permitido”, paga uma fiança e, de acordo com a legislação frouxa, encontra a liberdade para voltar a matar, roubar, traficar, destruir, aliciar e gozar dos benefícios da lei. E o menor? O menor mata, violenta, “espalha o terror” e sequer é tratado como um criminoso, sendo um mero infrator legal.

Afinal, qual é o significado de marginal? Não é aquele que vive às margens da lei? Temos que atualizar nossa Constituição, nossos Estatutos e nossa Legislação, pois o povo não aguenta mais tantos lares e vidas ceifados em um país onde reina a impunidade.

Acredito que sim, nós produzimos drogas e armas. Drogas de seres humanos que destroem a si mesmos e, consequentemente, armas mortíferas que destroem o caráter, a alma e os sonhos daqueles que planejam tornar a vida de seus semelhantes um pouco menos sofrida, mas acabam sendo freados por “poderosos” inconsequentes que não conhecem os mandamentos daquele que verdadeiramente tem o poder.

Estamos vivendo em uma droga de mundo, onde a maior arma capaz de mudá-lo caiu no esquecimento dos covardes e incompetentes.

Lamentável constatar que o amor está adormecido e sufocado diante de uma tragédia social que se anuncia todos os dias e, não conseguimos vislumbrar, em um futuro próximo, ações concretas para o combate a esse mal cruel que pode crucificar as futuras gerações.

Devemos recomeçar e nos recolher ao seio da família, reconstruindo uma nação capaz de resgatar valores que não se comprem com dinheiro ou poder, conquistando alicerces e pilares sólidos na busca constante do bem comum.

Que Deus tenha piedade desses “seres racionais”.

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