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Jovens do interior do Espírito Santo terão mais oportunidades para a formação técnica profissional, de acordo com o Governo, que está implantando a Rede Estadual de Educação Profissional Científica e Tecnológica (Redetec). Este mês, foram iniciadas as obras de construção da escola técnica estadual em Baixo Guandu. Outras quatro unidades devem ser edificadas até 2014 nos municípios de Iúna, Viana, Afonso Claudio e Itapemirim, com a oferta de 3 mil vagas no último ano desta gestão.

Esses e outras informações foram apresentados pelo secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Jadir Péla, que fez um balanço de atividades da pasta à Comissão de Educação da Assembleia.  De acordo com o secretário, o Estado oferece hoje 800 vagas para ensino técnico profissionalizante. Além da construção das cinco unidades, o Governo vai reformar as unidades de João Neiva, Vila Velha e São Gabriel da Palha.

Para implantar a Redetec, o Estado conta com a parceria do Governo Federal e das prefeituras locais. Por meio do programa Brasil Profissionalizado, a União repassa recursos para construir e equipar as escolas técnicas, fortalecendo as redes estaduais de educação profissional e tecnológica. Cabe ao Governo Estadual a manutenção das escolas e as prefeituras contribuem com a doação de terreno.

Segundo Jadir Péla, a iniciativa coaduna-se com o plano estratégico do Governo atual, de investir em produção de conhecimento visando ao desenvolvimento regional e à “oferta de oportunidades iguais para todos”. O secretário explicou que a Redetec tem a proposta de complementar a oferta de ensino técnico feita pelas redes técnicas federal e privada. Atualmente, no Espírito Santo há 30 mil alunos matriculados no ensino técnico – 15 mil na rede pública e 15 mil na particular.

Os membros da Comissão de Educação presentes à reunião – deputado Da Vitória (PDT), Gilsinho Lopes (PR) e Esmael de Almeida (PMDB) – mostraram-se preocupados com os critérios de escolha dos municípios que terão escolas técnicas estaduais. O secretário explicou que o Governo considerou no processo de escolha a população, a necessidade de estimular o desenvolvimento na região e ausência de unidades de educação profissional, bem como as demandas locais. “Em São Gabriel da Palha – exemplificou o secretário – a proposta é implantar uma escola técnica dedicada ao café”.

As escolas técnicas estaduais deverão promover a formação inicial e continuada, com a oferta de cursos a partir de 60 horas, os chamados cursos livres, bem como cursos técnicos de 1.200 horas para profissionais das áreas de indústria, agricultura, comércio e serviços.  Fazem parte do público-alvo alunos que cursam ensino médio e aqueles que já concluíram o ensino médio, mas ainda não entraram no mercado de trabalho. A implantação integral da Redetec contempla 20 escolas técnicas estaduais em operação, com a oferta de 24 mil vagas.

Fonte: ALES

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