Search
Close this search box.

Um ato de boas-vindas deu início a nova jornada dos haitianos Avedieu Dumarsais, Milane Louima, Esras Joseph e Valcin Aider no Rio Grande do Sul. Nesta quarta-feira, eles foram oficialmente apresentados na empresa Massas Romena, em Gravataí, onde passarão a trabalhar juntamente com outros 21 imigrantes haitianos.

A ação foi realizada pela Comissão de Comissão de Cidadania e Direitos Humanos (CCDH) da Assembleia Legislativa, que buscou a colocação profissional após denúncia de que eles estavam trabalhando de maneira irregular em Osório. “É um ato que reafirma os princípios constitucionais do Brasil quanto ao acolhimento internacional. O trabalho é um direito fundamental para o ser humano. Este é um momento importante, revestido de um simbolismo que para nós é muito caro. A Romena faz um gesto muito bonito, dando dignidade às pessoas”, disse o deputado Estadual Miki Brier (PSB), presidente da CCDH.

A estimativa é de que são 5.200 haitianos estejam no Brasil. Eles tem deixado o Haiti em busca de trabalho. Deste total, 96 imigrantes estão no Rio Grande do Sul vivendo em diferentes municípios. “Queremos averiguar como eles estão sendo acolhidos e se estão sendo preservados os seus direitos fundamentais”, disse Miki Breier.

O deputado confirmou para o dia 23 de maio uma Audiência Pública na CCDH. A atividade irá contar com a participação do presidente da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), José Luis Tchê (PDT/AC), que vem tratando da situação dos haitianos no Brasil através da Comissão de Direitos Humanos junto ao Comitê Executivo da Confederação Parlamentar das Américas (COPA).

Nova chance

Avedieu, Milane, Esras e Valcin ficarão em um alojamento mantido pela empresa. Na manhã desta quinta-feira, eles começam a realizar os exames médicos para a admissão e, na sequencia, os treinamentos para atuar na produção.

O diretor comercial da Romena, André Rosa, narrou a experiência da empresa na contratação dos imigrantes haitianos. Ele explicou que as vagas não estão sendo suprimidas da população da região. “Há uma grande demanda de mão de obra devido ao crescimento econômico que também criou a rotatividade do trabalhador, que vai sendo realocado na medida em que vai se qualificando. Isso abre vagas para quem está chegando ao mercado de trabalho. Esta realidade nos permitiu casar a necessidade da empresa, que são as vagas, com o auxílio humanitário”, afirmou.

Participaram da atividade o promotor Daniel Martini, do Ministério Público; Andréia Ferraz, Inspetora de Polícia de Osório; a vereadora Anabel Lorenzi, de Gravataí; Pâmela Mello, assessora de Políticas Públicas para o Negro da prefeitura de Gravataí; Adriana Regina da Costa, delegada de Polícia Regional Metropolitana (DPRM); Paula Giacomelli, delegada para a Mulher de Gravataí; além de representantes da Polícia Civil, Ministério Público e Brigada Militar.

Compartilhe!