A epilepsia é uma doença neurológica caracterizada por descargas elétricas anormais e excessivas no cérebro, que são recorrentes e geram convulsões. Para que a pessoa seja diagnosticada é preciso que tenha repetição de suas crises. Portanto, a pessoa poderá ter uma convulsão e não ter epilepsia.

Existem crises em que a disfunção é localizada em uma área específica do cérebro, a crise focal. Quando se espalha para o cérebro como um todo, é chamada de crise generalizada, como a convulsão. Há também as crises refratárias, que são aquelas que não respondem ao tratamento com fármacos, chamados no passado de anticonvulsivantes.

“A epilepsia é uma doença que se manifesta como ataques, também conhecidos como convulsões. Uma das doenças neurológicas mais comuns, afetando 1% a 2% da população”, diz o especialista Doutor Li, neurologista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) com ênfase em Epilepsia.

Como ajudar em uma crise epiléptica

De acordo com o médico especialista, um erro comum diante de uma crise é tentar ajudar puxando a língua do paciente ou colocando o dedo na boca. Além de não ajudar, a medida pode machucar.

”O adequado é levar a pessoa para um lugar seguro, afrouxar as roupas, colocar um travesseiro sob sua cabeça para que o paciente não se engasgue com a própria saliva”, comenta Doutor Li.

Em casos mais severos, pode acontecer o estado de mal epiléptico, onde as crises são recorrentes e demoradas. Neste caso, o especialista recomenda que o responsável chame o auxílio médico para ajudar o paciente.

Tratamento

O tratamento da doença é feito através de medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas. Ainda de acordo com o especialista, grande parte das pessoas que sofrem com a epilepsia ficam livres de crises com um medicamento.

“O tratamento para epilepsia funciona à base de remédios, que utilizado de maneira correta com prescrição médica se torna muito eficaz, o que resulta em 2/3 da população totalmente livres de crises, graças a essa medicação”, explica o especialista.

Mas, segundo o Doutor Li, os pacientes que não respondem a essa medicação, podem buscar outras alternativas, como procedimentos cirúrgicos, dieta cetogênica, implantação de estimuladores elétricos e o uso do canabidiol.

Por Danilo Gonzaga/Ascom Unale

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