Ao longo deste mês, a Unale promove a campanha “Março Roxo: Epilepsia se trata com informação e respeito”. O principal objetivo da ação é sensibilizar a população e alertar sobre os perigos da epilepsia, uma doença neurológica que causa crises com convulsões, tremores ou perda de consciência, podendo afetar pessoas de todas as idades. As principais causas são lesões no cérebro, alterações genéticas, tumores e infecções.
A cor roxa, utilizada na ação, foi escolhida em alusão à flor de lavanda, frequentemente associada ao sentimento de isolamento, experimentado pelas pessoas com epilepsia. Em 2008, baseada no relato da menina Cassidy Megan, compartilhando seu sentimento de solidão por ter epilepsia, a campanha teve início internacionalmente, além do depoimento da Cassidy ter bastante influência na definição da cor.
De acordo com o DATASUS, o Sudeste é a região com o maior número de internações (cerca de 40%), seguido pelo Nordeste (25,6%). Porém, o Nordeste apresenta taxas de mortalidade mais elevadas. Os homens apresentam taxas de internação superiores às mulheres e a incidência de internações é maior no público infantil, enquanto as taxas de mortalidade estão concentradas na população idosa.
Tratamento
O tratamento das epilepsias é feito com medicamentos que evitam as descargas elétricas cerebrais anormais, que são a origem das crises epilépticas; casos com crises frequentes e não controladas pelas drogas disponíveis, são candidatos à remoção cirúrgica da área cerebral em que as crises são originadas.
É importante estar atento e saber como proceder ao presenciar uma crise:
- Mantenha a calma e tranquilize as pessoas ao seu redor;
- Evite que a pessoa caia bruscamente ao chão;
- Tente colocar a pessoa deitada de costas, em lugar confortável e seguro, com a cabeça protegida com algo macio;
- Nunca segure a pessoa nem impeça seus movimentos (deixe-a debater-se);
- Retire objetos próximos com que ela possa se machucar;
- Mantenha-a deitada de barriga para cima, mas com a cabeça voltada para o lado, evitando que ela se sufoque com a própria saliva;
- Afrouxe as roupas, se necessário;
- Se for possível, levante o queixo para facilitar a passagem de ar;
- Não tente introduzir objetos na boca do paciente durante as convulsões;
- Não dê tapas;
- Não jogue água sobre ela nem ofereça nada para ela cheirar;
- Verifique se existe pulseira, medalha ou outra identificação médica de emergência que possa sugerir a causa da convulsão;
- Permaneça ao lado da pessoa até que ela recupere a consciência;
- Se a crise convulsiva durar mais que 5 minutos sem sinais de melhora, peça ajuda médica;
- Quando a crise passar, deixe a pessoa descansar.
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece atendimento gratuito para pessoas com epilepsia, por meio de neurologistas, exames e medicamentos disponibilizados nas farmácias de alto custo.
A Unale atua como aliada na articulação dos Parlamentos Estaduais, incentivando iniciativas legislativas e políticas públicas que ampliem o acesso à saúde e promovam a inclusão em todo o país.
Por Felype Campos/Ascom Unale



