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Os candidatos à Presidência da República Dilma Rousseff (PT), Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) participaram, nesta quarta-feira (06), de novo contato com as classes produtoras, desta vez direcionada aos produtores rurais, na Confederação Nacional da Agricultura (CNA). A presidente afirmou que o seu governo está investindo R$ 180 bilhões em crédito para investimento e custeio na atual safra, cujo volume deve superar 40% da safra 2001/2002.

Ela falou, também, sobre a disputa por áreas em terras indígenas.

— Quero reafirmar meu compromisso de uma segurança jurídica. A questão da demarcação das terras indígenas é um dos nosso desafios. Determinei ao Ministério da Justiça que faça uma revisão nas normas a fim de que o processo de demarcação de terras indígenas possa garantir maior transparência e maior segurança jurídica.

Dilma Rousseff também tratou de outra reclamação do setor: o déficit de armazenagem. Segundo ela, foi criado um plano para a construção de armazéns que oferecer créditos de R$ 5 bilhões por ano.

Ela elogiou o trabalho que transformou o Brasil numa potência agrícola.

— O crescimento sustentado do agronegócio decorre de uma eficiente combinação de fatores, como clima solos férteis e abundância de água. Os brasileiros que se dedicam ao agronegócio são a razão do nosso protagonismo nessa área e fazem do Brasil uma potência agropecuária — disse.

Fortalecimento – Já o candidato Eduardo Campos (PSB) prometeu “fortalecer o Ministério da Agricultura e tirá-lo do balcão político”. Ele prometeu fazer uma recomposição dos quadros técnicos do setor dentro do governo. “É preciso que quem olhe Brasília enxergue um ministro que possa falar com o presidente da República”.

O ex-governador de Pernambuco afirmou que o crédito rural precisa ser “modernizado e tem de ser ágil”. “Não adianta ter R$ 200 bilhões em crédito e fazer conta de palito na hora de avaliar os subsídios e a subvenção”.

Campos defendeu a institucionalização de políticas de preço mínimo para o setor e disse que, caso eleito, liderará a negociação no Congresso para regulamentar, no próximo ano, o artigo da Constituição Federal que diz respeito às cooperativas. Ele defendeu ainda a criação de um conselho para o desenvolvimento agrário.

O candidato do PSB disse que o “estresse” no campo se deve à paralisação de demarcações de terras indígenas e assentamentos para reforma agrária no atual governo. “Houve uma paralisação da reforma agrária no País”, disse. Para ele, a falta de diálogo e a ausência de atenção voltada ao setor gera conflito no campo. “Temos de proteger a vida de índios e agricultores; é preciso evitar embates e mortes”.

Superministério – O senador Aécio Neves, candidato do PSDB, afirmou que, se eleito, pretende extinguir o Ministério da Pesca e incorporá-lo ao da Agricultura. Ele afirmou aos representantes do agronegócio que quer transformar a unidade em um “superministério”.

“No meu governo, o ministro da Agricultura não vai ser subordinado ao ministro da Fazenda. Falta uma política agrícola moderna, que garanta renda ao produtor e atenda à nova economia de mercado”, afirmou.

Aécio Neves ressaltou a importância do setor para o crescimento da economia. “O Brasil pode superar a crise de desesperança e crescimento da economia. Não há visão estratégica no governo sobre a importância do agronegócio, que vem sustentando o PIB e contas externas”, afirmou. “O superministério da Agricultura irá destravar investimentos sempre destacados nas folhas de papel e que não são vistos na vida das pessoas”, acrescentou.

O candidato também sinalizou como trataria a questão de desapropriação de terras invadidas. “As fazendas invadidas não serão desapropriadas em um prazo de 2 anos, como sinalização clara de que respeitamos o direito de propriedade”. Na questão trabalhista no campo, o tucano defendeu que haja uma redução dos custos. “Vamos garantir que se cumpram os direitos trabalhistas de quem trabalha no campo da mesma forma de quem trabalha no meio urbano, mas vamos reduzir os custos do campo”.

Fonte: O Globo / O Estado de São Paulo

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