Criada em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a campanha Agosto Dourado tem como objetivo valorizar e incentivar a amamentação. No Brasil, ganhou reforço há cinco anos, com a aprovação da Lei 13.435/2017.

Desde então, anualmente, o Ministério da Saúde (MS) trabalha a temática com diversas ações, que em 2022 trabalham em torno do slogan “Apoiar a amamentação é cuidar do futuro”. Durante o mês acontece ainda a “Semana Mundial da Amamentação”, destinada à difundir informações sobre o aleitamento materno.

Por que amamentar?
O leite humano é o primeiro alimento dos bebês, que devem ser amamentados de forma exclusiva até aos 6 meses de idade e se estender até os 2 anos de idade, segundo a OMS.

Isso porque, diferente dos outros leites, o leite materno contém todas as proteínas, gorduras, vitaminas e água que uma criança precisa para se desenvolver, além de anticorpos que previnem infecções e doenças

Sendo um alimento rico, o leite materno ajuda a reduzir o índice de mortalidade infantil e auxilia o desenvolvimento dos sistemas imunológico, neurológico e metabólico da criança, além de reduzir as chances de obesidade, hipertensão e diabetes e diminui os riscos de infecções e alergias. Além disso, traz benefícios para o vínculo entre mãe e bebê e também para as mães, entre eles, a melhor recuperação do parto, menos risco de câncer de mama, problemas cardiovasculares e osteoporose.

Mesmo assim, no Brasil, de acordo com levantamentos da OMS, apenas 39% dos bebês são amamentados com exclusividade até os 5 meses de vida.

Marina Nery / Ascom Unale
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