O Brasil ocupa a sétima posição mundial de casos de violência contra a mulher. A cada cinco segundos, uma mulher é vítima de algum tipo de violência no País. Essas afirmações foram feitas pela secretária adjunta de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da Presidência da República, Rosângela Rigo, na segunda-feira (2), durante o Debate Público Trabalhando em Rede no Enfrentamento à Violência contra a Mulher, promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Rosângela Rigo participou do painel Panorama das Políticas Públicas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, que foi coordenado pela deputada Maria Tereza Lara (PT). A secretária adjunta disse, ainda, que o governo federal tem trabalhado nos últimos dez anos na adoção de políticas públicas e na busca de criação e articulação dos serviços de proteção à mulher, ampliando o acesso. Em sua opinião, é dever do Estado enfrentar e tentar alterar a cultura patriarcal, machista, racista e sexista presente na sociedade, já que é nesta cultura que está enraizada a violência enfrentada pela mulher.

Ela citou a criação da Central 180, da Secretaria de Políticas para as Mulheres que, desde 2006 até o momento, contabilizou atendimento em 56% dos municípios brasileiros, atendendo 3,4 milhões de mulheres em situação de violência. Como exemplo, citou que, no primeiro semestre de 2013, 55% das ligações estavam relacionadas à violência física; 29%, à violência psicológica, 10% foram de violência moral; 1,9% de violência patrimonial e 1,7% de violência sexual. Citou, ainda, a importância da criação da secretaria das mulheres no governo federal, que motivou a criação de secretarias em vários estados.

Desafios – Também palestrante do painel, a deputada federal Jô Moraes (PCdoB-MG) apresentou os desafios que precisam ser enfrentados para o enfrentamento da violência contra a mulher e criticou, ainda, a falta de informações precisas das estruturas de Estado, já que os números são desencontrados. Para ela, o primeiro desafio é que o boletim de ocorrência tenha um campo de preenchimento de que aquela lesão corporal diz respeito à violência doméstica. Também apontou como outro desafio a falta de pessoal para atender essas ocorrências e a falta de definição orçamentária. “A política pública fica à deriva porque depende do gestor disponibilizar recursos ou não”, disse.

Fonte: Agência ALMG

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