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Impactos da pandemia e necessidade de consolidar a rede de TVs públicas

O XII Encontro Nacional da Astral (Associação Brasileira de Televisões e Rádios Legislativas) elegeu a nova diretoria da entidade. Luciana Rivelli Amélio, que atualmente responde pela Secretaria-Geral e exerce função executiva na TV Legislativa de Jundiaí (SP), será a presidente pelos próximos dois anos. Érico Gonçalves da Silveira, diretor da TV Senado, foi eleito 1º vice-presidente, e Alessandra Anselmo, ex-diretora da TV Câmara, a 2ª vice-presidente.

“Tenho a tarefa de manter o nível apresentado por todos os meus antecessores, que foram bem atuantes. Meu compromisso é o de dar continuidade ao bom trabalho em nome da transparência e do desenvolvimentos dos nossos órgãos”, afirmou Luciana Amélio. A nova composição tomará posse em fevereiro de 2022.

O XII Encontro Nacional da Astral ocorreu simultaneamente à 24ª Conferência Nacional da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), de 24 a 26 de novembro, no Bosque Expo, em Campo Grande (MS). O tema desta edição é “Redesenhando os Caminhos do Parlamento”.

“Sermos mais rede e menos emissoras”

O impacto da pandemia sobre o trabalho das emissoras públicas foi um dos temas abordados na programação do XII Encontro Nacional da Astral. O diretor da TV Senado, Érico da Silveira (eleito 1º vice-presidente para o próximo biênio), conduziu a palestra “Experiências de Sucesso das Emissoras da Rede Legislativa em Tempos de Pandemia”. Ele falou sobre a dificuldade de apresentar condições técnicas para viabilizar sessões remotas em uma semana.

“Mas nosso maior desafio é sermos mais redes e menos emissoras. A cultura de fazer televisão em estruturas precárias, com déficit de recursos humanos e financeiros, nos faz correr muito para fazer a própria emissora e não sobra tempo para trabalharmos em colaboração com a rede. Acho vital que a gente mude essa chave e trabalhe cada vez mais colaborativamente para que a rede inteira represente as emissoras parlamentares. Somos o olhar dos cidadãos no parlamento em todas as suas instâncias”, avaliou Érico da Silveira.

Trabalho sem volta

O atual presidente da Astral e diretor de Comunicação da Câmara Municipal de Bauru (SP), Marcelo Malacrida, avaliou positivamente o primeiro encontro da entidade após o isolamento social imposto pela pandemia da Covid-19.

“Tivemos que reinventar nossa lógica operacional e nossa rotina. A necessidade sempre foi da Casa legislativa, que não pôde parar. As TVs públicas se incorporaram à rotina dos parlamentos e isso não tem volta. Não há como fazer esse trabalho no Brasil sem TV própria, seja na internet, na TV a cabo ou no canal aberto”, avalia Marcelo Malacrida. A Astral conta com 31 TVs legislativas associadas.

Ao todo, foram cinco palestras. Além do impacto da pandemia, os temas digitalização do processo legislativo; digitalização das TVs estaduais e municipais; importância do arquivamento do acervo do conteúdo produzido pelas TVs legislativas e as orientações gerais e legais para as redes legislativas.

Por: Marcelo Nantes

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