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“Hoje há mais pessoas acima de 60 anos vivas do que a soma de todas as que já chegaram a essa idade ao longo da história”. A afirmação é do presidente do Centro Internacional da Longevidade no Brasil e ex-diretor do Departamento de Envelhecimento e Saúde da Organização Mundial da Saúde, Alexandre Kalache. Ele falou no Ciclo de Debates 10 Anos do Estatuto do Idoso – avanços e desafios para um envelhecimento digno, promovido na terça-feira (1º), pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) e outras entidades.

Kalache chamou de “revolução da longevidade” as mudanças na realidade etária da população. Para se ter uma ideia dessa transformação, ele apresentou uma projeção sobre o crescimento populacional brasileiro entre 1950 e 2050: enquanto a população total será 3,7 vezes maior, o número de pessoas entre 60 e 80 anos vai ser multiplicado por dez. Já a quantidade de idosos acima de 80 anos será 26 vezes superior.

Além do aumento da expectativa de vida (que passou de 43 anos, em 1945, para 75, atualmente), contribui para a redução na taxa de fecundidade, que está abaixo do nível de reposição populacional há pelo menos seis anos, explicou Kalache. Hoje, o Brasil tem 14,9 milhões de idosos (7,4% da população total), número que subirá para 58 milhões (26,7%) em 2060.

Fonte: Agência ALMG

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