A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) vai realizar nesta quinta-feira (13) audiência pública para apurar denúncias de violência contra os índios Guarani-Kaiowá. De acordo com o requerimento da reunião, mais da metade dos indígenas assassinados no País são membros da tribo. A taxa de assassinatos dos Guarani é quatro vezes maior que a média nacional: 100 assassinatos por 100 mil habitantes. O autor da proposição é o presidente da comissão, deputado Durval Ângelo (PT).

Conforme a justificativa do requerimento, os 43 mil índios Guarani-Kaiowá ocupam apenas 0,1% do território sul-matogrossense, menos de 5% das terras historicamente ocupadas por eles. Ainda assim, são vítimas de milícias armadas devido aos constantes conflitos agrários e fundiários. O texto diz também que, além da violência física, psicológica e sexual imposta aos guaranis, eles se encontram instalados em moradias precárias e vivenciam quadros de desnutrição.

Convidados – Foram convidados a participar da audiência o procurador da República em Mato Grosso do Sul, Marco Antonio Delfino de Almeida; o procurador da república em Mato Grosso do Sul, Pedro Gabriel Siqueira Gonçalves; o antropólogo do Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul, Marcos Homero Ferreira Lima; a assessora da Presidência da Funai, Nádia Heusi Silveira; o professor de Antropologia e Coordenador do Curso de Ciências Sociais da UFMG, Rogério Duarte do Pateo; as lideranças indígenas Guarani-Kaiowá, Tonico Benites, Getúlio Juca, Eliseu Lopes, Oriel Benites, Alda Silva, Dionízio Gonçalves, Genito Gomes e Luiz Eloy.

Fonte: ALMG

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