Foto/Divulgação

No último dia 22 de outubro, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo criou uma nova frente parlamentar, que incentiva a doação de sangue no Estado de São Paulo. O coordenador da frente é o deputado Agente Federal Danilo Balas (PSL).

O parlamentar explica que os objetivos dos trabalhos são muitos, entre eles promover debates e ações para incentivar e conscientizar as pessoas a doarem sangue. “Defendo a área da saúde, e a mentalidade da doação de sangue no Estado de São Paulo precisa evoluir. É uma atitude que salva vidas, principalmente nesse momento em que a pandemia afetou muito os níveis dos estoques de sangue”, disse.

Uma frente parlamentar é a associação de deputados, inclusive de diferentes partidos, a fim de promover discussões e o aprimoramento da legislação e de políticas públicas em conjunto com outros órgãos públicos e com a sociedade civil.

A Frente Parlamentar que Incentiva a Doação de Sangue no Estado de São Paulo conta, atualmente, com 32 apoiadores. Esse número ainda pode ser alterado, já que o colegiado pode sofrer mudanças mesmo após os trabalhos serem oficialmente instituídos.

São eles os deputados Adalberto Freitas (PSL), Altair Moraes (Republicanos), Bruno Ganem (Podemos), Caio França (PSB), Carlos Giannazi (PSOL), Castello Branco (PSL), Conte Lopes (PP), Coronel Nishikawa (PSL), Coronel Telhada (PP), Delegado Bruno Lima (PSL), Delegado Olim (PP), Douglas Garcia (PTB), Edna Macedo (Republicanos), Erica Malunguinho (PSOL), Frederico d´Avila (PSL), Gil Diniz (sem partido), Janaina Paschoal (PSL), Leticia Aguiar (PSL), Luiz Fernando T. Ferreira (PT), Major Mecca (PSL), Marcio Nakashima (PDT), Murilo Felix (Podemos), Rafael Silva (PSB), Ricardo Madalena (PL), Roberto Engler (PSB), Rodrigo Moraes (DEM), Roque Barbiere (Avante), Sebastião Santos (Republicanos), Tenente Coimbra (PSL), Tenente Nascimento (PP), Vinícius Camarinha (PSB), Wellington Moura (Republicanos).

Na opinião do membro apoiador, deputado Tenente Nascimento, a frente parlamentar conseguirá um resultado altamente positivo e satisfatório, principalmente porque a pandemia ocasionou um grande déficit. “Eu sou um apoiador da frente e um adepto à doação de sangue, tendo em vista que tenho o sangue tipo O-, um doador universal (todos os outros tipos sanguíneos aceitam o O-)”, afirmou.

Doação de sangue

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o ideal é que se tenha entre 3% e 5% da população doadora de sangue. No Brasil, entretanto, esse número é de apenas 1,9%, de acordo com o Ministério da Saúde. Isso faz com que haja carência em hospitais e bancos de sangue, o que leva ao cancelamento de cirurgias e, em alguns casos, a morte de pacientes.

O processo de doação sanguínea é simples e dura menos de uma hora. Não há riscos para quem doa, e é de vital importância para quem espera por uma transfusão. Não há remuneração, ou seja, é um ato voluntário, que pode ser vinculado ou não (saber ou não a quem o sangue será destinado).

Existem muitas características pessoais que impedem que uma pessoa possa doar sangue, temporariamente ou por toda a vida. Os requisitos básicos são: ter entre 16 e 69 anos, estar em bom estado de saúde, pesar, no mínimo, 50 quilos, e estar descansado e bem alimentado.

Todos os outros requisitos impeditivos podem ser encontrados no site do Pró-Sangue, vinculado ao governo estadual.

Fonte: ALESP

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