Search
Close this search box.

Com a finalidade de mostrar a importância do procedimento médico realizado para redirecionar os resíduos do corpo devido as doenças, traumas ou defeitos no cólon, intestino e bexiga, além de combate ao preconceito contra as pessoas que utilizam o procedimento da estomia, a Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) sugeriu o Projeto de Lei nº 327/2020, de autoria do deputado Doutor Samuel (Cidadania), que institui o Dia Estadual do Ostomizado e o inclui no Calendário Oficial de eventos do estado. Acatada pelo Governo de Sergipe e já publicada no Diário Oficial na edição n° 28.672, de 20 de maio de 2021, na Lei n° 8.842, a data deverá ser celebrada, anualmente, no dia 16 de novembro.

Na avaliação do autor da propositura, deputado Dr. Samuel Carvalho, as pessoas que necessitam ou já usaram a bolsa de coleta precisam de um trabalho de assistência com uma equipe multiprofissional composta de enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, entre outros, por entender que os pacientes podem ter qualidade de vida mesmo com essa condição.

“A instituição da data pretende auxiliar na divulgação sobre a realidade dessas pessoas, possibilitando a realização de campanhas em busca da construção de políticas públicas que garantam os direitos dos ostomizados, conscientizando e mobilizando a população sergipana para conhecer, respeitar e combater o preconceito em relação à pessoa”, enfatizou o Dr. Samuel Carvalho.

No âmbito Federal, o Dia Nacional dos Ostomizados é celebrado em 16 de novembro, instituído pela Lei Nº 11.506/2007. De acordo com o Ministério da Saúde, existem mais de 400 mil pessoas ostomizadas no Brasil.

Segundo informações do Guia de Atenção À Saúde da Pessoa com Estomiaelaborado pelo Ministério da Saúde, “pessoa com estomia poderá passar por uma turbulência de pensamentos e emoções relacionadas ao tratamento e à reabilitação, além da adaptação ao novo estilo de vida. Portanto, preconiza-se que a assistência deva ocorrer de forma integral, considerando os diversos aspectos biopsicossociais, fisiopatológicos, nutricionais, psicológicos, sociais e espirituais da pessoa com estomia. Para tanto, essas características individuais devem ser avaliadas e consideradas no seu contexto familiar, cultural, religioso, comunitário, sociais, econômicos, de escolaridade, entre outros. Portanto, a família também deve estar envolvida no cuidado à pessoa com estomia e os profissionais de saúde devem favorecer sua inclusão na recuperação e na reabilitação dessas pessoas”.

O que é ostomia?

Os ostomizados são pessoas que devido à má formação congênita, tumores intestinais, doença inflamatória intestinal, traumas abdominais, entre outras causas, foram submetidas a um procedimento cirúrgico para a abertura de um orifício, conhecido como ostomia, para a saída de fezes ou urina. Nos casos de estomia digestivo e urinário, o paciente utiliza uma bolsa coletora diretamente ligada ao intestino grosso ou delgado para a eliminação de fezes e/ou urina.

A cirurgia para a realização de ostomia pode ocorrer nas diferentes faixas etárias, desde neonatos até idosos, sendo necessária em uma variedade de condições, tais como as doenças crônico-degenerativas, entre elas o câncer, a Doença de Chagas, as doenças inflamatórias (Retocolite Ulcerativa Inespecífica e Doença de Crohn), mal formações congênitas, traumas abdômino-perineais, doenças neurológicas e outras.

Fonte: ALESE
Compartilhe!