alescO espaço didático cultural da Assembleia Legislativa recebeu na noite desta quinta-feira (4) a exposição Mboté, composta por obras que abordam a questão do povo africano e da sua identidade, em desenhos no estilo realista à caneta esferográfica Bic, do artista plástico congolês Serge Kabongo. A mostra é gratuita e fica aberta ao público até o dia 16 de julho, no primeiro andar do Palácio Barriga Verde, de segunda a sexta-feira, das 7 às 19 horas.
Artista autodidata, Kabongo seguiu o caminho das artes plásticas aos 13 anos. Formou-se pela Académie dês Beaux-Arts de Kinshasa em 2009, onde aperfeiçoou as técnicas avançadas de desenho e da pintura. Em 2017, formou-se em design pela Universidade Federal de Santa Catarina.
De acordo com o artista, a exposição aborda questões ligadas à problemática do continente africano no ramo da arte e da política, representando em suas obras a mulher africana na sociedade, as personagens históricas da África, a espiritualidade africana, as paisagens e a arquitetura tradicional do continente.
Ele explica que utiliza canetas esferográficas para desenhar devido à vida ser como seus desenhos, não tem como apagar depois de feitos. O nome da exposição, Mboté, que significa bom dia, é uma forma de valorizar frases africanas e incentivar a curiosidade das pessoas sobre esse continente, rico em culturas dos mais diversos países. Kabongo espera que sua exposição incentive o respeito pela vida, à cultura de um povo distante e que desperte a curiosidade das pessoas sobre a cultura africana.
O artista diz ainda que seu processo criativo segue em duas linhas principais, a tradição africana e os assuntos ligados ao mundo atual. Além dos detalhes e representações fieis de texturas em suas obras, o jogo de luz e sombra é uma de suas principais características. O estilo realista à caneta esferográfica, explica o artista, é utilizado devido ao fato do material conseguir reproduzir as cores vivas e ao mesmo tempo não tolera desconcentração e erro. “É preciso respirar em harmonia com o movimento da caneta para dar vida na obra.” Na abertura da exposição, a cantora francesa Joanna Vilkitzki abrilhantou o evento com canções francesas e americanas.

Fonte: ALESC
Compartilhe!