alepr_bombaO cônsul-geral do Japão, Toshio Ikeda, utilizou a tribuna do Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), no início da sessão plenária do dia 8 de agosto, para lançar oficialmente a exposição fotográfica que relembra os 71 anos da tragédia de Hiroshima e Nagasaki. A mostra, instalada no Espaço Cultural da Casa, permanece aberta ao público até o dia 12 e conta com 40 painéis com imagens da tragédia que atingiu as cidades japonesas. Os painéis pertencem ao Consulado do Japão em Curitiba e foram doados por aquele país como forma de preservar a memória dos que foram sacrificados, ao mesmo tempo em que fazem refletir sobre a crueldade da guerra e a importância de evitá-la.

De acordo com Ikeda, o Japão, como único país a sofrer um ataque nuclear, tem a importante missão de propagar a continuidade do tratado de não-proliferação nuclear. “O Japão está determinado em concentrar esforços para tornar o mundo livre das armas nucleares, buscando apoio, tanto de países detentores desse tipo de armamento, como de países não detentores de armas nucleares. Esta Casa, ao abrigar essa exposição, entra em consonância com o governo japonês, que busca a abolição das bombas atômicas”, afirmou o cônsul-geral.

Naoki Ogawa, representante da Associação das Vítimas e seus Descendentes da Explosão das Bombas Atômicas, sediada no município de Frei Rogério (SC), também participou da sessão plenária e disse em seu discurso que a exposição vai de encontro com o trabalho realizado pela sua instituição.

“Nossas ações, assim como essa exposição fotográfica, têm como objetivo o apoio às vítimas das bombas atômicas e conscientizar os jovens, para que atentados como os que ocorreram em Hiroshima e Nagasaki não voltem a acontecer”.

Para o deputado Paulo Litro (PSDB), propositor da exposição, as imagens apresentadas no Espaço Cultural da Assembleia mostram um triste episódio da história da humanidade. “Depois do lançamento dessas bombas, o Japão e o mundo nunca mais foram os mesmos. São acontecimentos que não queremos que ocorram novamente. Então essa é uma exposição que relembra principalmente as vítimas de Hiroshima e Nagasaki, esse episódio da história que nos ensinou, acima de tudo, o valor da paz mundial”, ressaltou o parlamentar.

Tragédia – No dia 6 de agosto de 1945 militares americanos lançaram do bombardeiro B-29 Enola Gay bomba atômica de urânio (Little Boy) sobre Hiroshima, e no dia 9 de agosto uma bomba nuclear de plutônio (Fat Man) sobre Nagasaki, matando cerca de 200 mil pessoas ao longo dos quatro meses que se seguiram às explosões. Metade das mortes ocorreu no dia do lançamento das bombas. As demais pessoas morreram em decorrência do efeito das queimaduras e outras lesões, agravadas pela radiação. A maioria dos mortos eram civis.

Fonte: ALEPR

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