“Para mim o outubro é o meu mês, porque ele pode ser considerado o mês do autoexame, do autocuidado, do alerta, da informação, de todas essas coisas que precisam ser espalhadas para que cheguem para todas as outras mulheres se prevenirem contra o câncer de mama. Precisamos plantar essa semente, pois a descoberta precoce aumenta muito a possibilidade de cura.” As frases são da servidora da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) Elisângela Maria Silva, 40 anos, que descobriu um câncer de mama em 2016, após a realização do autoexame.

Ela faz parte de um grupo de mulheres que descobriu a doença precocemente e, graças a isso, teve um prognóstico muito favorável durante todo o tratamento. “Poucos dias depois de perceber uma alteração na mama, já havia realizado todos os exames e estava com diagnóstico do mastologista para iniciar o tratamento”, lembra a servidora.

Ela conta que, pela sua história, duas amigas muito próximas também fizeram o autoexame e descobriram a doença. “Então, fico feliz que o meu caso tenha servido de alerta para outras mulheres.”

A servidora da Alego defende a existência do Outubro Rosa para que informações sejam compartilhadas com objetivo de promover a conscientização sobre a doença, contribuindo para a redução da mortalidade.

Outro servidor da Alego, que também destaca a importância das informações disseminadas durante o simbólico Outubro Rosa, é Alessandro Augusto Nascimento, da seção de Atividades Culturais. Ele conta que três dias após assistir uma palestra proferida na antiga sede da Alego, soube que a mãe estava com câncer de mama e, exatamente por estar munido de informações a respeito do assunto, pôde receber esse diagnóstico com muito mais tranquilidade do que todos os outros familiares.

Nascimento ressalta que os homens, também, podem dar as mãos às mulheres na luta contra o câncer, especialmente o de mama. “Afinal as mulheres também apoiam os homens em todas as suas doenças, são elas que, via de regra, estimulam que eles procurem um médico e façam todos os exames necessários. Na verdade, as mulheres assumem o papel de cuidar de todas as pessoas da família”, completa o servidor.

Todos contra o câncer de mama

Para cuidar da saúde da mulher em todo o mundo, o movimento internacional de conscientização para detecção precoce do câncer de mama, Outubro Rosa, foi criado no início da década de 1990, quando o símbolo da prevenção ao câncer de mama, o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira ‘Corrida pela Cura’, realizada em Nova York (EUA) e, desde então, promovida anualmente.

No Brasil, o Outubro Rosa demorou um pouco mais para chegar. O primeiro sinal do envolvimento com a campanha por aqui se deu em outubro de 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado com luzes cor-de-rosa. Ao longo dos anos, outros prédios e monumentos, em várias localidades do País, foram ganhando matizes de rosa, até que em 2008 o Cristo Redentor, um dos maiores símbolos do país, também ganhou essa cor. A partir daí o Outubro Rosa se firmou.

Na Alego, todos os anos a seção de Serviço Social promove vários eventos para celebrar o Outubro Rosa. Neste ano, dentre as atividades previstas estão: iluminação especial da sede na cor-rosa; exposição de 21 banners com fotos e depoimentos de mulheres que enfrentaram o câncer de mama, no andar térreo; doação de lenços a serem amarrados na estrutura de aço vazada, em formato de coração e exposta no saguão principal de entrada da sede; além de palestras com especialistas e com a presença de Kamila Vieira, esposa do presidente da Casa, Lissauer Vieira (PSD).

Palestras 

As palestras estão programadas para a próxima terça-feira, dia 18, no auditório da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Alego (CCJ), a partir das 9 horas. Para esse evento foram convidados os médicos especialistas Antônio Leite, mastologista, e Álvaro Vitor Teixeira, cirurgião plástico. O primeiro vai falar sobre “A Prevenção e os Cuidados com o Câncer de Mama”, e o segundo, sobre “O Papel da Nutrologia e da Cirurgia Plástica no Câncer de Mama”.

“Todas essas atividades têm como objetivo conscientizar as mulheres para a importância do toque, especialmente do autoexame das mamas, entendendo que esse ato simples pode estar antecipando um diagnóstico, então nosso desejo é que todas as mulheres sejam despertadas para o autocuidado”, ressalta a chefe da seção do Serviço Social, Lázara Helieth Cruvinel Ferreira.

Às terças usamos rosa

Na terça-feira, a seção de Serviços Sociais também promove ação para chamar a atenção para a campanha Outubro Rosa. E solicita que todos as servidoras e servidores venham de rosa para ajudar a Alego na divulgação das ações de prevenção ao câncer de mama. A cor do laço rosa é símbolo da campanha. Tudo começou quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure lançou e distribuiu um laço rosa aos participantes da primeira corrida pela cura realizada em Nova York, em 1990, desde então promovida anualmente.

Atenção aos sinais e sintomas

O câncer de mama é o tipo que mais acomete mulheres em todo o mundo, ocupando a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres no Brasil, com taxa de mortalidade ajustada por idade. Os dados mostram que as maiores taxas de incidência e de mortalidade estão nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, enquanto a região Norte é a de menor ocorrência da doença.

As mulheres devem estar atentas aos principais sinais e sintomas suspeitos de câncer de mama, dentre eles estão: caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo) e saída espontânea de líquido de um dos mamilos. Também podem aparecer pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

Outros fatores que merecem muita atenção são a data da primeira menstruação (se ela ocorreu antes dos 12 anos), data da primeira gestação (se ocorreu após os 30 anos), data da menopausa (após os 55 anos), tempo de uso de contraceptivos hormonais e, se for o caso em mulheres mais maduras, tempo de reposição hormonal. Além desses, o último fator que deve ser levado em consideração é o fato da mulher não ter gerado filhos.

Não existe uma única causa para desenvolver o câncer de mama, entretanto, é sabido que os fatores de risco estão relacionados a questões tais como: envelhecimento determinantes relacionados à vida reprodutiva da mulher, histórico familiar, consumo de álcool, excesso de peso, falta de atividade física e exposição à radiação ionizante. O importante é que as mulheres tenham conhecimento sobre todas essas causas e cuidem da sua saúde.

Fonte: ALEGO

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