Presentes nas eleições brasileiras desde 1996, as urnas eletrônicas trouxeram agilidade e segurança ao processo eleitoral do país. Para este ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apresentou um novo modelo do aparelho, prometendo entregar mais segurança, agilidade e acessibilidade aos eleitores.

Ao todo serão 225 mil urnas do novo modelo, o UE 2020, de um total de 557 mil que serão usadas no pleito do dia 2 de outubro (1º turno). Produzida em Manaus pela empresa Positivo Tecnologia, a linha de produção obedece rigorosos padrões de segurança e tem cada fase do processo de fabricação acompanhada de perto pela equipe da Coordenadoria de Tecnologia Eleitoral (Cotel), do TSE.

Uma das principais mudanças está no novo processador da máquina, o “System on a Chip” (SOC), que promete ser 18 vezes mais rápido que o último modelo, desenvolvido em 2015.

Durabilidade

Outra novidade é a durabilidade da bateria da urna eletrônica, a expectativa é que ela dure por toda a vida útil do equipamento. Por não precisar de recarga, a bateria do tipo Lítio Ferro-Fosfato também demanda menor custo de conservação.

Vale lembrar que a tecnologia da urna é 100% nacional e é desenvolvida levando em conta as características do eleitor brasileiro.

Acessibilidade

A nova urna eletrônica também traz novidades em acessibilidade. Para facilitar o exercício da cidadania de deficientes visuais, o sistema de voz do aparelho foi aprimorado e agora também serão falados os nomes de suplentes e vices.

Já os deficientes auditivos poderão contar com a apresentação de um intérprete de libras, que aparecerá na tela da urna, indicando quais cargos estão em votação.

O teclado da urna também foi aprimorado, com teclas de duplo fator de contato. No caso de mau contato ou alguma tecla com curto-circuito, o próprio equipamento acusará a falha. O tradicional “barulhinho” ao final de cada votação será mantido nos novos aparelhos.

O terminal que fica à disposição do mesário agora também contará com nova interface e será 100% no modelo ecrã tátil (touch screem), eliminando o uso do teclado físico, utilizado no antigo modelo.

Segurança

No último dia 25 de agosto o TSE divulgou relatórios de três universidades: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), todas atestando a segurança do novo modelo, o UE2020.

Os estudos realizados por professores e estudantes das instituições analisaram os códigos-fonte das novas urnas e todas passaram nos testes de segurança e auditabilidade. O laboratório de Arquitetura e Redes de Computadores (Larc) da USP assegura que as técnicas de criptografia e assinatura digital são confiáveis e garantem o sigilo do voto.

Fonte: ALEES

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