O deputado Jurailton Santos (Republicanos) defendeu a implementação de pontos de atendimento às mulheres nos principais terminais de ônibus e estações de metrô em Salvador e região metropolitana para que seja ofertado atendimento emergencial para vítimas de violência e importunação sexual.

Em indicações encaminhadas ao governador Rui Costa, e ao secretário estadual de Segurança Pública, Ricardo César Mandarino, o deputado aformou que, todos os dias, milhares de pessoas percorrem as principais estações de metrô e de ônibus na capital baiana.

“A Lapa, por exemplo, recebe em torno de 430 mil passageiros diariamente,” afirmou ele, acrescentando que estações como Pirajá, Rodoviária, Aeroporto, Acesso Norte, Retiro e Mussurunga chegam a receber 200 mil passageiros/dia. Além disso, lembrou o deputado, o Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas chega a transportar mais de 370 mil passageiros em 24 horas.

“Diante destas informações podemos observar que estes pontos seriam locais ideais para a realização de atendimentos emergenciais para mulheres que sejam vítimas de violência e importunação sexual, tendo em vista a facilidade de acesso aos locais e a grande circulação de pessoas”, observou ele, no documento já protocolado na Assembleia Legislativa.

Ele argumentou ainda que os casos de importunação sexual em transporte público têm aumentado consideravelmente no Estado. “Acreditamos ser um fator de redução do número de casos a possibilidade de denúncia concreta, visto que, muitos homens acreditam que a impunidade é algo real, por isso o número de atos de violência e de importunação sexual contra mulheres continuam crescendo”..

De acordo com o parlamentar, a ideia da indicação é a de concretizar medidas para conter esses crimes com a oferta de auxílio imediato e facilitado para mulheres que tenham sofrido violência ou importunação sexual, com atendimento de qualidade e resolutivo.

“O objetivo é que se possa promover um ambiente seguro nos transportes públicos e a concreta oferta de pontos de atendimento para mulheres que sofram com os mais diversos atos de violência”, concluiu.

Fonte: ALEBA