alebahiaFoi realizada, no dia 31 de agosto, pela Assembleia Legislativa da Bahia audiência pública para debater o incentivo e mais investivemos na inclusão social através do espote. O encontro , que foi realizado no dia 31 de agosto, e contou com a participação da Sudesb, Diretoria de Esporte de Salvador, Federação Bahiana de Futebol (FBF) e organizações que realizam projetos sociais na capital.

Na abertura, o presidente do colegiado, deputado estadual Bobô (PC do B), destacou que as Olimpíadas deixaram lições importantes. “Muitos atletas medalhistas são oriundos de projetos sociais e possuem histórias de vida de superação e abnegação pelo esporte, chegando ao ponto mais alto das carreiras. Nos representaram bem porque receberam apoio dos programas sociais. Vamos seguir lutando por mais recursos no Orçamento e pela criação de uma secretaria do Esporte, não só para produzir campeões, mas para gerar bons cidadãos”, afirmou o parlamentar, lembrando que já fez o projeto de indicação ao governo estadual.

O diretor de Esporte de Salvador, Edmilson “Pombinho”, também disse que após as conquistas olímpicas, o poder público terá outro olhar para o esporte. “Temos grande potencial e muitos desafios. No município já reformamos 200 campos e quadras esportivas. Realizamos parceira com a FBF e os clubes sociais, além de tocarmos projetos em bairros como Gal Costa, Ondina, Lobato, Candeal e Boca do Rio. Citamos ainda projetos como Atleta do Futuro, com 1.000 crianças, e o Super Sacada, com a distribuição de redes e bolas de vôlei”, pontuou. Professor Álvaro Oliveira, da Sudesb, ressaltou que a composição da mesa e da plateia confirma a força do esporte como ferramenta de inclusão social e produção de talentos. “Bobô na Superintendência iniciou vários projetos sociais esportivos que são sucesso hoje. Os frutos mostram o dinheiro público bem aplicado, com vários alunos se tornando profissionais. Em parceria com o Pacto Pela Vida, já foram investidos esse ano R$ 10,5 milhões, beneficiando 20 mil pessoas, entre crianças, jovens e adultos de bairros periféricos. São ações realizadas com a PM, associações de moradores e organizações sociais”, enfatizou.

Representando a FBF, Manfredo Lessa listou o trabalho da federação, como o Intermunicipal de Futebol e a Copa Governador do Estado, onde as equipes devem ter obrigatoriamente maioria de jogadores até 23 anos de idade. “É para incentivar a inserção dos jovens no futebol. Temos parceira com o Tribunal de Justiça, com a formação de presos em arbitragem, e com a Sudesb em competições, além de apoiar campanhas sociais”, afirmou.

VOZES DA INCLUSÃO

O primeiro a falar pelas entidades sociais foi Uelton Alves, da Associação Unidos de Periperi e medalhista de prata no boxe, no Pan Americano de Guadalajara (México). “O trabalho da Sudesb é bom, mas faltam espaços para realizarmos projetos. Estive nas drogas e foi pelo boxe que sai delas, me tornando atleta da seleção olímpica”, declarou.

Falando pelo projeto Elisna, do Nordeste de Amaralina, o professor Ronaldo destacou que trabalha com 1.200 pessoas, em sete modalidades esportivas. “Entrei como estagiário de Educação Física e vejo o sucesso do projeto na sua vinculação com a educação. É preciso usar mais as escolas públicas para fazer mais ações com nossa juventude”, defendeu, elogiando o Pacto Pela Vida e a Polícia Militar.

A campeã de bicicross Paola Reis, e Dernivan Nunes, da Associação Bicicross de Salvador, pediram apoio para o Projeto Pedal. “Está parado e muitas crianças deixaram de praticar esporte. Eu surgi nesse programa e tenho conquistado vários títulos”, disse Paola.
O representante da Liga Nordeste de Basquete, Ives Costa, afirmou que tudo depende de políticas públicas e foco na formação cidadã. “As escolas são importantes nesse aspecto. Precisamos retomar os Jogos Escolares. Não podemos ver o Ceará realizar uma competição envolvendo 85 mil alunos. O governo precisa fazer chamadas públicas para entidades e clubes realizarem ações esportivas. Temos que ter um fundo financeiro para o Esporte”, apontou.

MAIS APOIO

Para José Sandes, da Unisport, é bom ver muita gente militando pelo esporte com inclusão social. “De um projeto em Simões Filho, de 2007, podemos ver hoje vários profissionais formados. É muito importante ajudarmos o deputado Bobô a aprovar dois projetos seus: Escola em Ação (para abrir as escolas para a comunidade nos finais de semana, com esporte e cultura) e o que propõe a criação da Secretaria de Desporto, Paradesporto e Lazer ao governo estadual”.

A psicóloga Thaise Coutinho defendeu a interação da sua área com o esporte nas políticas públicas. “Assim, teremos uma visão mais ampla do ser humano e da cidadania. O esporte pode eliminar outras exigências que os governantes dão prioridade. É importante também pensar em políticas esportivas para as mulheres e capacitar as pessoas que fazem ações esportivas”, afirmou.

Falando pela Associação de Artes Marciais Camelot, Maria Rita ressaltou o trabalho da entidade na ajuda a crianças no Vale das Pedrinhas e Nordeste de Amaralina. “Muitos tiveram o pai assassinado ou foram abusadas sexualmente. O professor Lêdo usou sua casa para montar o espaço de dar aulas. Só precisamos de mais apoio”, frisou.

Noildo Macedo, da Federação Bahiana de Futsal, enfatizou sua tristeza pelo atual momento (em referência ao afastamento da presidenta Dilma) e a alegria de ver pessoas fazendo algo através do esporte. “Precisamos valorizar o trabalho da Sudesb e das entidades. Realizamos um bom trabalho no Garcia em parceria com o colégio Edgar Santos e, logo, teremos o Canal Cidadania (pela antena da TVE), que abrirá espaço para o esporte amador”, disse.

Trabalhando com 300 crianças em Itapuã, o representante do Centro Esportivo Biriba, Cristóvão Santos, pediu mais acesso das entidades aos projetos pensados pelos poderes públicos.

Encerrando o evento, o diretor geral da Sudesb, Elias Dourado, reforçou que o foco do órgão é o trabalho social e lembrou que a realização das olimpíadas é uma conquista dos governos de Lula e Dilma. “Os jogos nos deixam legados importantes. É essencial combinar abnegação e profissionalismo para realizar bons projetos, com as organizações precisando se regularizar para firmar convênios. Estamos fazendo muitas ações com o programa Pacto Pela Vida, para formar campeões no esporte e, acima de tudo, cidadãos”, declarou.

Fonte: ALEBA

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