Gabriella Vale Bentes é psicóloga transpessoal

No dia 10 de setembro celebra-se o Dia Mundial de prevenção ao suicídio.

A DATASUS, órgão do Sistema Único de Saúde que coleta, processa e dissemina informações sobre a Saúde Pública divulgou que os de casos de suicídio no Brasil se exponenciaram de uma taxa de 7.000 para 14.000 ao longo dos últimos 20 anos.

Em termo estatísticos, os números alertam que pelo menos um suicídio é cometido a cada hora no Brasil, isso sem contar as tentativas que não são notificadas. Trata-se de um número maior do que o de mortes por acidentes automobilísticos.

O mundo luta contra o suicido e contra as doenças mentais causadas por culturas cada vez mais competitivas e predatórias. Os contextos tóxicos refletem especialmente nos jovens e levam os trabalhadores a possíveis esgotamentos físicos e mentais.

Neste contexto, é caro para a Unale que tratemos do assunto, promovendo a conscientização e prevenção da depressão e do suicídio.

Gabriella Vale Bentes é psicóloga transpessoal, professora de meditação e terapeuta holística. Atende crianças, adolescentes e adultos. Conversamos com ela para nos informar e promover um maior entendimento sobre os transtornos da mente que causam tantas enfermidades como a epidemia de suicido e sobre o que podemos fazer para combatê-las.

“A adolescência é um período intenso e a gente vive uma questão hormonal onde é muito comum a que se viva os extremos: ‘gosto, não gosto. Sou feio ou sou maravilhosa’”, reflete a psicóloga.

Gabriela nos relembra que “a gente observa o setembro amarelo e que toda a campanha que tem sido feita tem dado bons frutos, justamente porque é um é tabu. O suicídio é um tabu. Então eu observo que não só a mídia, mas também hospitais falam mais sobre o assunto com seus colaboradores, e que seus profissionais vão se dedicar melhor para tratar questões como a do suicido, ou da automutilação.”

A terapeuta defende que “as discussões sobre os temas de saúde mental podem ser tratadas dentro das empresas, seja através de propagandas ou até mesmo por campanhas de marketing que visam a saúde mental dos colabores”. Tais demandas começam a ser tidas como importantes para todos e quaisquer assuntos outrora considerados tabus que entendemos hoje como fundamentais para o sucesso pessoal e para a saúde corporativa

“Eu recentemente conversei com um primo meu e ele me perguntou diretamente como eu posso fazer para ajudar alguém que está a ponto de tirar a própria vida.”, nos revelou Gabriela Valle. “É útil fazer campanhas informativas. É o que se poderia fazer por pessoas que estão no ponto de tirar a própria vida”.

“Quando uma pessoa nos comunica sobre tentativas de suicídio ou sobre automutilações? O que nós podemos entender? Da melhor forma possível você se deve se mostrar compreensivo porque ela está pedindo ajuda e também por aqueles que cometem de fato o suicídio.

Gabriela nos alerta sobre a importância da ajuda profissional: “O que eu posso fazer? É útil a gente fazer as campanhas informativas, sobre o que é suicídio, sobre como a gente deve lidar com uma pessoa qualquer que nos procure contemplando ou tentando o suicídio, para que ela não nos perceba como figuras julgadoras e que entendam que não é uma coisa condenável. Esta pessoa tem que perceber que não basta perguntar pra uma prima que é psicóloga. O indicado é procurar um profissional impessoal e habilitado sobre o assunto”.

 

Por Hans Weinner/ASCOM

 

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