Por: Ataide Teruel

Deputado estadual pelo Estado de São Paulo

Volta e meia me perguntam sobre a importância das eleições municipais. Será que temos que dar a mesma atenção a elas quanto damos a estaduais e federais?

A resposta é sim. Todos nós, sem exceção, nascemos, nos educamos, crescemos e decidimos o que seremos em nossas vidas em um dos 5.570 municípios brasileiros. Desde nosso nascimento usufruímos dos serviços públicos que nos são oferecidos e pelos quais pagamos através de impostos municipais.

Muitos vivem em suas cidades natal a vida inteira e outros partem para tentar a sorte em outros locais e retornam, depois de alguns anos, para rever parentes, amigos e matar a saudade. Às vezes a reação de quem volta é de alegria e satisfação. A cidade está bem cuidada, cresceu de forma ordenada e oferece todos os serviços públicos com boa qualidade.

Mas quantos, ao retornar, se deparam com um quadro de abandono, crescimento desordenado e serviços públicos sofríveis ou inexistentes? Pois é essa medição que deve ser feita para avaliarmos uma ou mais gestões públicas municipais, antes de votarmos nas próximas eleições.

Um município, por menor ou maior que seja, é sempre um microcosmo da estrutura político-administrativa nacional.

A capacidade e autonomia dos munícipios para legislar e estabelecer sua própria organização ficou patente durante a Covid-19. Muitos prefeitos e vereadores, analisando a evolução da pandemia, tiveram que legislar para controlar a evolução e propagação da doença em suas cidades. E o fizeram no intuito de proteger seus munícipes, ainda que isso tenha causado perdas econômicas, sociais e até mesmo para suas próprias administrações, pois tiveram que tomar atitudes nem sempre bem aceitas pela população.

É essa independência em legislar e administrar localmente, que torna os prefeitos e vereadores tão importantes para a nação. Constitucionalmente cabe a eles organizar ou prestar diretamente, ou sob regime de concessão ou permissão, os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem caráter essencial. Nesses serviços públicos, podemos incluir tudo o que afeta diretamente os cidadãos. Quando algum serviço público municipal falha, é malfeito ou inexistente, é que podemos medir a eficiência de uma boa administração municipal.

Para citar uma área que considero fundamental, a da saúde: o quanto a administração de seu município tem feito em prol da comunidade? Tem utilizado de forma correta seus orçamentos ou os convênios com os governos estadual e federal? Tem UBSs, convênios hospitalares e atendimento digno nessa área?

Peço a você, que está lendo este artigo, para refletir por um momento: você está realmente satisfeito com o prefeito e os vereadores de seu município? Como munícipe, você votaria nos mesmos candidatos à reeleição? Nos mesmos partidos? Quanto aos novos candidatos, você pretende analisar seus currículos, seu passado, de onde vieram, quais seus objetivos pessoais e por que estão pleiteando o cargo?

Serão muitas oportunidades para acertos e erros nas escolhas municipais. Vamos aproveitar que, com o adiamento das eleições para novembro, imposto pela pandemia, teremos mais tempo para analisar todos os candidatos de nossos municípios.

Para termos uma boa e eficiente gestão em nossas cidades. precisamos escolher prefeitos e vereadores que possam lutar pelos diretos da população, que façam da boa administração pública sua bandeira e preparem terreno para que as atuais e futuras gerações possam, um dia, retornar e ficar felizes ao verem o quanto a cidade onde nasceram está bem administrada e cuidada.