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lima_peruA Confederação Parlamentar das Américas (COPA), reuniu representantes das Casas Legislativas do Argentina, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Haiti, Panamá e El Salvador, para acompanhar o primeiro turno das eleições gerais do Peru. Entre os dias 7 e 10, os integrantes da Missão de Observação Eleitoral da COPA, assistiram ao desenvolvimento das votação na capital Lima.

O presidente da Unale, que participou da comitiva brasileira, diz que a agenda foi intensa, mas positiva. “Foram cinquenta horas de observação durante esse quatro dias. Tivemos uma intensa jornada de informações e atividades durante essa missão, que é a décima sexta realizada COPA”, frisou o presidente.

O convite para participar das eleições partiu do Jurado Nacional de Eleições (JNE) – organismo que faz parte da Comissão Nacional das Eleições, composto por 5 membros representantes da Corte Superior, Procuradoria Nacional, faculdades privadas de direito e universidades públicas. Todos os membros são eleitos em suas organizações pelo voto direto, sem qualquer intervenção do governo ou dos partidos políticos.

A delegação também interagiu com os principais atores que desempenham um papel no processo eleitoral no país. “Durante todo este tempo, estivemos com os membros do Jurado Nacional de Eleições, Escritório de Processos Eleitorais, Registros de Identificação, Tribunal Ético, cientistas políticos, entidades de pesquisas eleitorais, Federação Nacional de Imprensa e representantes do povo indígena e direitos humanos”, relata o diretor geral da Unale, Germano Stevens.

Também participaram da missão os deputados estaduais Kennedy Nunes (PSD-SC), Wasny Roure (PT-DF), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Dias Toffoli, além de senadores e assessores.

AS ELEIÇÕES

O trabalho da JNE este ano foi dificultado por causa da reforma eleitoral promulgada no dia 17 de janeiro, que estabeleceu novas regras para a candidatura. Tais fatos tiraram da corrida eleitoral quase metade dos candidatos. Entre eles, candidatos com potencial para chegar ao segundo turno, mas que cometeram falhas em seus registros de candidaturas ou foram pegos doando dinheiro ou presentes aos eleitores.

“Chama a atenção que todas as entidades com quem tivemos contato, sempre citam a ferida recente que o país viveu na década de 90 e como eles saíram disso”, diz Sandro Locutor, se referindo aos problemas enfrentados no país que ainda estão frescos na cabeça do peruanos, por conta do terrorismo e do autogolpe de estado, dado pelo então presidente Alberto Fujimori. Sua filha, Keiko Fujimori, concorrerá contra Pedro Pablo Kusczynski, ao segundo turno das eleições, realizado no próximo dia 5 de junho.

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