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A CLDF entrará nesta semana no debate sobre a participação do Legislativo na batalha contra o aedes aegypti. O combate ao mosquito, que é transmissor da dengue, do zika vírus e da febre chikungunya, é um desafio que tem mobilizado diversos países no mundo e será tema da comissão geral da próxima quinta-feira (25), às 15h, no plenário da Casa.

A comissão é uma iniciativa do deputado Claudio Abrantes (Rede), que também lançou, em dezembro, a campanha “Meu vizinho, meu herói”. A tentativa de mobilizar as pessoas no combate aos criadouros do mosquito começou em Planaltina e já se repetiu em outras cidades do DF.
“Nós temos que fazer alguma coisa e eu acredito que a Câmara pode dar uma enorme contribuição. Seja na discussão do que tem sido feito pelas pessoas e pelo Executivo, seja na proposta de uma legislação que dê um apoio maior aos agentes da vigilância, por exemplo”, afirma o deputado.

Casos – Segundo dados da Secretaria de Saúde, o DF registrou, nas seis primeiras semanas do ano, 2.161 casos de dengue confirmados até 17 de fevereiro – um aumento de 329,31% em relação ao mesmo período do ano passado. Destes, 249 foram de moradores de fora da capital que tiveram o diagnóstico no DF.
Brazlândia é a região com a maior incidência de casos. São Sebastião, Ceilândia e Planaltina também tiveram aumento de casos. As quatro cidades juntas respondem por 55% dos casos ocorridos no DF.

Até 11 de fevereiro, foram registrados seis casos de dengue grave – cinco destes pacientes morreram. Seis moradores do DF também contraíram zika vírus, sendo duas grávidas, e seis pessoas estão com febre chikungunya.

“Nós não podemos fechar os olhos para a realidade e é, inclusive, obrigação dos deputados fiscalizar se as decisões que estão sendo tomadas no âmbito do governo para prevenção e combate são eficazes”, completou Abrantes.
Comissão – A comissão geral contará com participantes da Fiocruz, do Núcleo de Medicina Tropical da Universidade de Brasília (UnB), do Ministério da Saúde e do Governo do Distrito Federal – representantes das secretarias de Educação, Saúde e Vigilância Sanitária.

Fonte: CLDF

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