alesc_denguePara reforçar o combate ao Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika vírus e febre de chikungunya, o governo estadual lançou o aplicativo de celular “Dengue SC”, nesta sexta-feira (5), em Florianópolis. A iniciativa é inédita no país.

O app interativo permite que a população denuncie possíveis criadouros de Aedes aegypti aos órgãos de controle por meio de fotos e localização por geoprocessamento. “É uma inovação, um avanço que certamente será copiado no Brasil. É simples: você passa na rua, identifica o lugar, fotografa e, quando manda a denúncia, nossa equipe já vai ao local certo para verificar. Com a colaboração das pessoas, o aplicativo vai aumentar nossa eficiência”, disse o governador Raimundo Colombo durante a entrevista coletiva de apresentação do “DengueSC”.

O aplicativo desenvolvido pelo Centro de Inovação e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc) é gratuito e já está disponível para download na loja Google Play (sistema Android). A partir da próxima semana, também estará na App Store (sistema iOS – iPhone). “Conseguimos desenvolvê-lo em um mês, sem custos ao Estado.  É uma contribuição à campanha de mobilização”, comentou o presidente do Ciasc, Roberto Amaral.

Como funciona

O usuário informa o local do foco do mosquito com um clique no mapa ou pelo endereço, fornece dados para contato e faz observações. O envio de foto é opcional, mas a imagem facilita a localização do criadouro para os agentes de combate às endemias.
Realizada a denúncia, o aplicativo envia a informação para o poder público. Quando a solicitação é encaminhada para averiguação, após ser confirmada ou finalizada, o cidadão recebe uma notificação pelo smartphone. “Tivemos a preocupação em dar retorno ao cidadão, que tem um feedback da sua participação”, frisou Amaral.

O aplicativo ainda traz informações sobre as formas de combater o Aedes aegypti e as doenças causadas pelo mosquito. Além disso, permite consultar os contatos da Vigilância Epidemiológica ou das Salas de Situação municipais.

A prefeitura da cidade indicada na denúncia terá acesso às ocorrências feitas pelos cidadãos por meio de uma ferramenta web. Ela possibilita o acompanhamento das solicitações recebidas e o andamento das verificações. A Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (Dive/SC) também tem acesso a todos os registros. Os órgãos públicos envolvidos podem, ainda, acessar mapas de registros e mapas de calor (mostra locais com maior concentração de ocorrências).

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinübing, essas informações serão fundamentais para o direcionamento das ações do poder público. “A Sala de Situação estadual e os municípios receberão todos os dados, possibilitando uma atuação mais eficiente de inspeção e limpeza. O aplicativo também permite a análise das informações para definição das áreas prioritárias. Assim poderemos eliminar os focos do mosquito e evitar a propagação.”

Dia de mobilização nacional

Está marcada para 13 de fevereiro (sábado) uma mobilização nacional contra os focos do Aedes aegypti. Estão previstos mutirões de limpeza urbana e atividades de conscientização. As ações contarão com a participação das Forças Armadas. “Todo o efetivo estará nas ruas numa campanha de esclarecimento junto à população onde há instalações militares no estado ou em cidades próximas. Serão 5 mil militares nos municípios. Estaremos presentes para cooperar”, afirmou o general da 14ª Brigada de Infantaria Motorizada, Richard Fernandes Nunes.
As ações das Forças Armadas serão retomadas no período de 15 a 18 de fevereiro. “Nosso esforço é para atingirmos uma grande camada da população no dia 13 e na semana seguinte para promovermos a conscientização de que cada um deve fazer a sua parte”, salientou Nunes.
Conforme o general, já foi iniciada a capacitação de militares em Florianópolis para colaborarem até o final de março com a erradicação de focos do mosquito nos bairros com maior concentração de notificações

Ação conjunta

A Secretaria de Estado da Educação também está envolvida na mobilização de combate ao Aedes aegypti. De acordo com o secretário da pasta, Eduardo Deschamps, será feito um trabalho de orientação a diretores e professores no período de 15 a 19 de fevereiro. “A partir do dia 22, no retorno às aulas da rede estadual, faremos um trabalho muito forte com os estudantes para ajudarem na conscientização das famílias”, destacou.
Ampliado prazo para vistorias em imóveis

O secretário de Estado da Saúde informou que Santa Catarina já atingiu 50% da meta de visitas aos 333.124 imóveis dos 28 municípios considerados infestados. “Em um terço dos imóveis visitados tivemos dificuldade de acessar o local (estavam fechados ou a visita foi recusada). Pedimos, então, a colaboração da população. Trata-se de um problema social, não só de ordem pública”, acrescentou o secretário-adjunto da Defesa Civil, Rodrigo Moratelli.

O prazo para concluir o primeiro ciclo de visitas foi ampliado de 12 de fevereiro para 29. um segundo ciclo será realizado em Santa Catarina em março, para acompanhamento e eliminação de todos os potenciais focos do Aedes aegypti.

O governador convocou a população a combater o mosquito. “É uma grande ameaça. Para se ter ideia, é a primeira vez nos últimos 100 anos que o Brasil decreta situação de emergência em saúde pública. É muito grave o que está acontecendo. Não temos a curto prazo uma vacina e o mosquito não vai parar. Não podemos baixar a guarda, temos que agir e fazer a nossa parte. Vamos nos empenhar ao máximo, aplicar toda a nossa energia na luta contra o mosquito.”

Também participaram da coletiva o secretário de Estado da Segurança Pública, César Grubba, e o superintendente de Vigilância em Saúde, Fábio Gaudenzi.
 

Fonte: ALESC

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