fd74a2744b101b1043d6bba3dbf45bdbNo Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado nesta terça-feira (21), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso dá início a um projeto inédito em todo o país. A partir de agora, a Casa conta com estagiários portadores da síndrome em seus quadros.

 O projeto foi idealizado e iniciado durante a gestão do ex-presidente e agora primeiro-secretário da Casa de Leis, deputado Guilherme Maluf (PSDB). Para sua realização, a Assembleia Legislativa firmou parceria com o Centro de Integração Empresa/Escola (CIEE) e a Associação de Amigos dos Excepcionais (Apae). “Nós nos empenhamos muito para dar início a esse projeto, que eu considero importantíssimo, e nada mais justo do que colocá-lo em prática hoje, na data em que comemoramos o Dia Internacional da Síndrome de Down. Ao contrário do que muitos podem pensar, talvez por falta de informação, os portadores de síndrome de Down são tão capazes quanto qualquer outra pessoa”, declarou Maluf.

 A Assembleia Legislativa de Mato Grosso é a primeira entre as assembleias do país a disponibilizar vagas de estágio para portadores de síndrome de Down. Assim, cumpre as determinações previstas na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, adotada pela ONU, e na Lei Brasileira de Inclusão.

 As duas primeiras estagiárias contratadas por meio do projeto, Karen Aline Peno e Marília Freitas de Lima, foram recebidas nesta manhã pelo presidente da Casa de Leis, deputado Eduardo Botelho (PSB). Elas vão atuar na Secretaria de Gestão de Pessoas e na Procuradoria-Geral, cumprindo carga horária de 20 horas semanais. Pelo trabalho, receberão uma bolsa de R$ 808,40, incluindo o vale-transporte.

 “Queremos promover a inclusão social dessas pessoas e incentivar o seu ingresso no mercado de trabalho. Mais do que isso, nós queremos servir de exemplo para outros órgãos e instituições públicas e privadas, que pouco fazem pelas pessoas com necessidades especiais”, afirmou Guilherme Maluf.

 O deputado Eduardo Botelho destacou a necessidade de respeitar a todos, independentemente das diferenças. “Conhecemos os benefícios gerados pela inclusão e a importância de romper barreiras e é isso o que estamos fazendo hoje”, disse. Segundo ele, outros estagiários portadores da síndrome de Down serão contratados em breve.

Após receber as boas-vindas e o kit que irá utilizar para o desempenho de suas funções, Marília recitou algumas palavras. “Quero dizer que estou muito feliz. Agradeço à Assembleia Legislativa por essa oportunidade. Sou deficiente, e daí? Para que tanto preconceito? Sei que tenho muitas limitações, mas também sou movida a emoções”.

Para acolher de maneira adequada as novas estagiárias, os servidores dos setores onde elas irão atuar serão capacitados e uma equipe de assistentes sociais, psicólogos e médicos irá acompanhá-las de perto.

Fonte: ALEMT
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