Os 3.5 milhões de alunos da rede estadual paulista, que tiveram o recesso escolar adiantado em razão da pandemia de covid-19, retornaram às atividades educacionais, virtualmente, no dia 27/4. Enquanto o método remoto perdurar, os conteúdos serão transmitidos através dos aplicativos do Centro de Mídias da Educação de São Paulo ou pelos canais 2.2 (TV Univesp) e 2.3 (TV Educação), ambos disponíveis na TV aberta.

O subsecretário de Articulação Regional da Secretaria da Educação do Estado, Henrique Pimentel, ressalta que não se trata de um único aplicativo, “nós temos dois aplicativos do Centro de Mídias, um voltado para Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental e um segundo voltado para anos finais e Ensino Médio. Cada um tem a própria programação”. O acesso deve ser feito de acordo com a série na qual o aluno está matriculado. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) vai custear a internet durante o uso da plataforma.

A diferença do aplicativo para aulas transmitidas via televisão é a possibilidade da interação entre alunos e professores viabilizada por meio de um chat disponível nos smartphones. Pimentel explica a opção pelas duas plataformas: “A vantagem de ter os diferentes tipos de transmissão é que a gente consegue impactar os diferentes tipos de famílias e de alunos da rede estadual”. “Sabemos que algumas famílias, porventura, podem ter alguma dificuldade de acessar o aplicativo”

Na mesma data do retorno às atividades, kits com apostilas de português, matemática, gibis da Turma da Mônica e guias de apoio com orientações sobre o funcionamento do Centro de Mídias SP começaram a ser distribuídos aos estudantes. O material didático deve ser retirado nas escolas que, segundo o subsecretário, estão seguindo protocolos de segurança, higiene e distanciamento social para as entregas.

Henrique Pimentel afirma que a diferença das aulas remotas para as presenciais é o fato de o ensino estar sendo mediado pela tecnologia, “não estamos usando uma expressão comum que as escolas usam, que é o EAD (ensino à distância), justamente porque ele não é um EAD, é o ensino regular, mas acontecendo com o apoio de ferramentas tecnológicas”. A frequência dos alunos vai ser contada a partir do acesso ao aplicativo e da entrega de atividades propostas pelos docentes.

O Governo do Estado pretende retomar as aulas presenciais, de maneira gradual, a partir de julho, mas a ação depende da mitigação da pandemia. De acordo com Pimentel, é o Centro de Contingência do Coronavírus de São Paulo que vai orientar se há condições para a volta.

A grade horária da rede estadual de ensino pode ser acessada por meio do aplicativo CMSP ou pelo site https://centrodemidiasp.educacao.sp.gov.br/.

Fontes: ALESP
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