alespEm celebração ao encerramento da Campanha Abril Marrom, o deputado André do Prado (PR) realizou, na segunda-feira (29/4), uma audiência pública que reuniu oftalmologistas, pacientes, autoridades e interessados a fim de debater e esclarecer dúvidas sobre a causa, no auditório Franco Montoro da Alesp.

Com o intuito de conscientizar a população sobre a importância de prevenir e combater as enfermidades que causam cegueira, a campanha visa a reduzir a incidência dos principais problemas de visão e é simbolizada por um laço marrom. Neste ano, o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) e a Fundação Dorina Nowill apoiaram o programa.

A cegueira pode ser reversível ou não, mas todos os casos podem ser prevenidos. Algumas das doenças que geram lesões são catarata, ceratocone, descolamento de retina, degeneração macular avançada (ou retinopatia diabética), e o tema central do ano: glaucoma.

Causado pelo aumento da pressão intraocular, que provoca lesões no nervo ótico, o glaucoma pode ser tratado quando descoberto a tempo, prevenindo a perda da visão. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são registrados 2,4 milhões de novos casos anualmente, totalizando 60 milhões de pessoas no mundo. Já no Brasil, segundo a SBG, a enfermidade atinge 2% da população acima de 40 anos de idade.

André do Prado alertou sobre a quantidade de pessoas que esperam até um ano para agendar uma consulta com oftalmologistas na saúde pública. “Divulgaremos as campanhas de prevenção contra cegueira o máximo possível aqui na Alesp e, por meio dessa campanha, procuraremos cobrar do governo e dos municípios melhores oportunidades para as pessoas que não têm acesso às consultas”, disse.

O presidente do Instituto Doutor Suel Abujamra, Caio Abujamra, comentou que por volta de 60% dos casos podem ser evitados se as pessoas procurarem atendimento precocemente. “Geralmente, as doenças avançam até certo estágio sem serem percebidas pelo enfermo. Quando percebe e procura um oftalmologista, muitas vezes atingiram um estágio em que já não podem ser combatidas. Pode-se fazer com que não avance, mas a pessoa já perdeu parte da visão ou já está em um estado crítico”, explicou, ressaltando a importância das ações de prevenção.

Fonte: ALESP
Compartilhe!