Parlamentares que participaram da audiência remota promovida pela Comissão de Educação da Assembleia Legislativa na manhã desta segunda-feira (20/07) manifestaram a necessidade de elaborado planejamento na retomada das atividades escolares. O presidente do colegiado, deputado Queiroz Filho (PDT), autor do pedido do debate, adiantou, ao final, que o tema será ampliado em um próximo encontro.

O deputado Acrísio Sena (PT), vice-presidente da Comissão de Educação, ponderou que mesmo os países mais estruturados tiveram que recuar na retomada das aulas. “Acredito que tudo deve ser muito bem planejado para a construção de um protocolo, pois temos várias particularidades envolvidas. A realidade dos municípios é diferente, a forma como deve ser tratado o ensino universitário não pode ser a mesma do ensino infantil. Mas temos um excelente exército e sei que encontraremos a melhor solução”, avaliou.

Para o deputado Renato Roseno (Psol), a crise causada pela pandemia da Covid-19 está escancarando a vulnerabilidade e ausências históricas da sociedade. “Precisamos quantificar o investimento brasileiro em educação ainda este ano e pleitear recursos federais, estaduais e municipais para adotar as condições mínimas para a retomada das aulas”, observou. De acordo com o parlamentar, temos escolas que sequer têm saneamento básico. “Nosso principal compromisso é não deixar ninguém para trás. Coloco-me mais uma vez à disposição para debater toda essa questão com a comunidade escolar”, salientou.

A presidente da Comissão de Infância e Adolescência da Casa, deputada Érika Amorim (PSD), observou que o momento é extremamente delicado e requer um modelo que garanta segurança à vida, direto à educação e saúde emocional da comunidade escolar. “A pandemia evidenciou nossas desigualdades, mas, diante de tudo isso, precisamos nos planejar, e só nossa união proporcionará o resultado que almejamos. Diante do que temos, o que podemos fazer”? Segundo a parlamentar, são preocupantes questões como a falta de estrutura, o transporte compartilhado para alunos de alguns municípios, os grupos de riscos que não poderão estar nas escolas. “Muitas questões a serem compreendidas, mas temos que confiar nas equipes que estão conduzindo a situação”, pontuou.

FONTE: ALECE
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