alebalupusA Comissão de Saúde e Saneamento promoveu, no dia 13 de dezembro, na Assembleia Legislativa, audiência pública para debater com a questão do Lúpus na Bahia. No evento, comandado pelo vice-presidente do colegiado, deputado José de Arimateia (PRB), foi discutido especialmente a assistência às pessoas com lúpus no estado.

Caracterizada como inflamatória, a doença acomete aproximadamente 150 mil brasileiros. Na Bahia chega a mais de 3 mil e em Salvador são mais de 1.500 pessoas diagnosticadas com a doença, que faz com o sistema imunológico ataque os próprios tecidos, afetando diversos órgãos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as deficiências ocasionadas pela doença podem ser físicas, visuais, auditivas, múltiplas e até mental.

Jacira Conceição, presidente da Associação Lúpicos Organizados da Bahia (Loba), foi diagnosticada com lúpus aos 40 anos. Hoje, aos 60, destacou que “a falta de informação e equipamento laboratórias para o diagnostico precoce, ainda é um grande problema para os pacientes”. Segundo ela, as constantes dores e as múltiplas debilidades influenciam na vida do paciente, impedindo que ele execute inúmeras atividades como “trabalhar, ir à praia e até mesmo transitar nas ruas sob o sol, pois os raios solares podem agravar a doença”.

Para a audiência, a associação Loba trouxe uma lista com 18 revindicações básicas que podem proporcionar uma melhor qualidade de vida aos pacientes. Dentre elas está mais investimento e tratamentos, ambulatórios especializados para um diagnostico preciso, uma vez que a doença tem sintomas similares aos de outras enfermidades, direito ao passe livre e à aposentadoria, além do apoio para a institucionalização do dia 10 de maio como Dia Internacional de Conscientização, Orientação e Mobilização sobre Lúpus.

Proponente da audiência, o deputado José de Arimateia pontuou que o tema “requer uma discussão mais aprofundada, pois se trata de uma doença que não tem cura e carece de uma maior atenção dos órgãos estaduais de saúde”. Sobre a assistência em saúde, Alcina Bulhosa, diretora de Atenção Especializada da Sesab, chamou a atenção para as medidas adotadas pela secretaria.

A diretora frisou que no interior as policlínicas já estão prontas para os primeiros atendimentos que compreende o diagnóstico e o acompanhamento, em Salvador, estão sendo ampliados os números de leitos para atender os pacientes. “Estamos disseminados os cuidados com a doença, para que ela deixe ser uma enfermidade desconhecida, mas que afeta inúmeros baianos”, finaliza.

Dentre os encaminhamentos da audiência, além de atuar na busca por melhorias para as pessoas com lúpus, o deputado José de Arimateia pretende discutir, baseado no Projeto de Lei nº 21.558/2015 do deputado Pedro Tavares (PMDB), que cria a semana de conscientização e combate ao lúpus na Bahia, a criação de uma emenda ou cocriação de um projeto que institua o Maio Roxo, como um mês de conscientização sobre a doença.

Fonte: ALEBA
Compartilhe!