aleamNa programação da Semana da Mulher, realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), quatro palestras sobre temas importantes para o público feminino aconteceram nesta quinta-feira (14), no auditório Senador João Bosco. A titular da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (Sejusc), Caroline Braz, falou sobre “Violência Doméstica e Programas de Ressocialização ao Homem Agressor”; a deputada Joana Darc (PR) apresentou o tema “A importância da Mulher no Parlamento”; já a psicóloga Ana Cláudia Souza palestrou sobre “A Mulher e a Sexualidade”, enquanto a apresentadora de TV e atriz Norma Araújo, conhecida como Manazinha, palestrou sobre “Empoderamento Feminino”.

Para um público majoritariamente feminino, as palestrantes abordaram assuntos como os tabus em torno do prazer feminino, a crescente onda de homicídios de mulheres, a tímida participação das mulheres brasileiras na política e a importância do estudo e trabalho para que elas sejam mais independentes. “Estude, trabalhe, para ser independente. Olhe para as mulheres empoderadas, para poder dizer: ´faço da minha vida o que eu quiser´. Você vai escolher o que quiser ser”, afirmou Caroline Braz, lembrando do aumento de femicídio. Segundo ela, existe um ciclo de violência contra a mulher, mas quando elas aparecem espancadas, o problema pode ter começado há muitos anos, inclusive com a prática de violência psicológica.

A deputada Joana Darc, que é advogada tributarista, lembrou de sua trajetória política iniciada quando fundou a ONG Pata (e ficou conhecida como protetora dos animais), em 2016 elegeu-se vereadora de Manaus e na eleição 2018 foi eleita deputada com 28.818 votos, a mais votada na capital. Lembrou que atual legislatura são quatro mulheres dentre os 24 parlamentares estaduais. Um número ainda muito pequeno, levando-se em conta que as mulheres formam a maioria da população. Como exemplo da baixa representatividade feminina no país, Joana Darc afirmou que apenas 10% da Câmara Federal é formada por mulheres. Na bancada do Amazonas no Congresso Nacional, não há sequer uma representante feminina: na Câmara Federal a bancada amazonense é formada por oito deputados, enquanto o Senado tem três senadores.

A psicóloga Ana Cláudia falou na “transição da sexualidade feminina”. Até o século XIX a mulher era apenas para reprodução, seu corpo era apenas “gerador de vida”. “o prazer feminino foi silencioso até o século XX, quando veio a mudança, um processo de emancipação, o começo do fim do silêncio do prazer’. Ela também esclareceu sobre o feminismo, “um movimento que luta pelos direitos iguais entre os gêneros”. Ao falar sobre o fato de muitos agressores atribuírem culpa às mulheres vítimas de violência por suas vestimentas, afirmou que “parece até que nascer mulher é um erro”.

Norma Araújo disse que “a sociedade está doente” e defendeu que as mulheres usem mais o poder de comunicação. “Se você não se comunicar, você perde seu espaço no mundo. A mente entende o que eu falo para ela”, garantiu, incentivando as mulheres a “falar positivamente”.

Fonte: ALEAM 

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