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A Assembleia Legislativa do Estado do Amapá, por meio de sua Procuradoria Especial da Mulher realizou uma mobilização do Agosto Lilás, campanha de combate à violência contra a mulher.

Na ocasião, representantes de entidades que compõem a Rede de Atendimento à Mulher (RAM) participaram de uma blitz na Zona Norte de Macapá, em frente ao Centro de Especialidades Dr. Papaleo Paes, onde foram distribuídos materiais de conscientização. ”O objetivo desta blitz é provocar a paz. Não podemos mais permitir que a cada ano aumente o número de feminicidios. Nosso movimento é para chamar a atenção da sociedade e dizer para as mulheres que elas não estão sozinhas”, ressalta a Dep. Edna Auzier (PSD), titular da Procuradoria Especial da Mulher da Alap.

A atividade ocorre na data em que se comemora o aniversário da Lei Maria Da Penha, sancionada pelo então presidente Lula no dia 07 de agosto de 2006. O texto criou mecanismos de coibição à violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras coisas. ”É importante comemorarmos uma legislação que é referência mundial, mas que também sigamos na conscientização do combate à violência contra a mulher para termos um futuro de paz, tranquilidade e equidade entre homens e mulheres”, afirma Adrianna Ramos, secretária estadual de Políticas para as Mulheres.

Em 2022, foram contabilizados oito casos de feminicídio no Amapá. Neste ano, até julho, tal crime já foi praticado quatro vezes no estado. ”O Ministério Público (MP) não poderia de maneira nenhuma ficar de fora deste grande engajamento institucional contra a violência que atinge a mulher, algo que causa muito transtorno à sociedade e, infelizmente, é uma realidade dentro da sociedade brasileira”, pontua a promotora de justiça Andrea Guedes, titular da 2ª Promotoria de Defesa da Mulher, em Macapá.

Participaram da atividade as deputadas Zeneide Costa (Pode), Liliane Abreu (PV), Dayse Marques (SDD), Aldilene Souza (PDT) e Edna Auzier (PSD). ”Estamos unidas, as instituições da RAM, o Legislativo, o Judiciário, o Executivo e o Ministério Público, unindo forças contra esta violência que tem apresentado altos índices. Precisamos dar um basta nessa situação, estimular a mulher a denunciar e dizer-lhe que a Rede está unida para acolhê-la”, frisa a também integrante do MP, Alessandra Moro, chefe da 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher.

Fonte: ALAP

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