Terceira dose da vacina da Pfizer alcança eficácia de 95,6% contra covid-19

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A terceira dose da vacina da Pfizer/BioNTech para covid-19 alcançou uma eficácia de 95,6% em um estudo com mais de 10 mil participantes acima de 16 anos. Em um comunicado, as companhias afirmaram que esse resultado foi obtido durante um período em que a variante delta já era a dominante. Com esses dados, que ainda não foram publicados em uma revista científica revisada por pares, os executivos do consórcio pretendem obter autorização de agências reguladoras para o licenciamento do reforço para qualquer pessoa que tenha tomado as duas doses anteriores.

Criticada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que alega uma baixa cobertura vacinal em diversos países, especialmente os africanos e do sudeste asiático, a dose adicional vem sendo aplicada em muitos países, incluindo o Brasil. Porém, apenas para casos específicos, como o de profissionais de saúde, idosos e imunossuprimidos. A Pfizer e a BioNTech pretendem convencer governos de que uma terceira aplicação da vacina pode ser expandida à população em geral. Os dois laboratórios também aguardam autorização da agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) para imunizar crianças a partir de 5 anos.

Todos os participantes do ensaio de fase 3 haviam recebido as duas doses antes e foram divididos em grupos aleatórios: metade teve o reforço 11 meses depois da segunda aplicação, enquanto os demais foram inseridos no braço de placebo. A ocorrência de covid-19 com sintomas foi acompanhada, em média, por dois meses e meio. Nesse período, houve cinco casos no grupo do reforço e 109 no placebo, o que significa uma eficácia relativa de 95,6%.

A idade média dos participantes foi de 53 anos, com 55,5% deles entre 16 e 55 e 23,3% acima dos 65. Segundo o comunicado, as análises de subgrupos mostraram que os resultados foram iguais, independentemente de idade, sexo, raça, etnia ou comorbidades. A Pfizer e a BioNTech afirmaram que esses são os primeiros resultados de eficácia da dose de reforço em um ensaio randomizado (que inclui o grupo de placebo) e controlado.

“Esses resultados fornecem mais evidências dos benefícios dos reforços, pois nosso objetivo é manter as pessoas bem protegidas contra essa doença”, disse, no comunicado Albert Bourla, diretor-executivo da Pfizer. “Além de nossos esforços para aumentar o acesso global e a aceitação entre os não vacinados, acreditamos que os reforços têm um papel crítico a desempenhar no tratamento da ameaça contínua à saúde pública desta pandemia. Esperamos compartilhar esses dados com as autoridades de saúde e trabalhar juntos para determinar como eles podem ser usados para apoiar a implementação de doses de reforço em todo o mundo.”

Fonte: Correio Braziliense