Denúncia de máscaras ineficazes para combate à Covid pautam sessão em SC

A denúncia de que as máscaras faciais distribuídas pela Secretaria de Estado da Educação (SED) para os professores são inadequadas para o combate à Covid repercutiu na sessão de quarta-feira (12) da Assembleia Legislativa de Santa Catarina.

A deputada Luciane Carminatti (PT) levou ao Plenário a preoupação com as máscaras distribuídas à comunidade escolar.

“Esta semana recebi um pacote de máscaras que estão sendo entregues nas escolas da rede estadual, entregues no mês de maio, é um TNT simples. Quero que vocês peguem essas máscaras. Se é para ter esse tipo de máscara, a gente não precisa se enganar, não precisa chamar a Vigilância, os professores estão usando máscaras que eles adquirem, é dinheiro público que vai para lata de lixo e não protege ninguém”, relatou Luciane Carminatti, que distribuiu as máscaras entre os parlamentares.

Ato contínuo, Kennedy Nunes (PSD) testou a máscara entregue por Carminatti, apagando um isqueiro localizado cerca de 15 centímetros da sua boca apenas simulando tossir, algo que não aconteceu quando utilizou a máscara que estava usando.

Após o teste ao vivo, Maurício Eskudlark (PL) concordou com os colegas e sugeriu enviar alguns exemplares para a polícia técnica examinar.

“As máscaras que a deputada Luciane falou, acredito que devam ser encaminhadas à polícia técnica para apurar se preenchem os requisitos. É muito importante a denúncia feita, precisamos ver se as máscaras distribuídas pela SED efetivamente protegem professores e alunos”, completou Eskudlark, que defendeu a vacinação dos profissionais da educação para o retorno seguro das aulas.

Terceira onda
Maurício Eskudlark destacou entrevista do secretário de Estado da Saúde, André Mota Ribeiro, alertando os catarinenses sobre a iminência da terceira onda da Covid.

“O secretário de Saúde está preocupado com uma possível terceira onda. Estamos em um nível de estabilidade, mas com média de 18 mil contaminados; antes da última onda o estado tinha uma média de 6 mil contaminados e agora temos uma média muito alta, isto é muito perigoso, tem de adiantar a vacinação o mais rápido possível para voltarmos ao normal”, alertou Eskudlark.

Vacinação atrasada
Saretta criticou a demora na vacinação no estado e fez um apelo aos municípios para que agilizem a imunização.

“Temos a questão de fundo, que é a pouca quantidade de vacinas que recebemos, fruto da demora do Ministério da Saúde em fazer os contratos de compra e agora devido a forma de relações diplomáticas com países fabricantes de insumos. Das 2.564.570 doses recebidas, 1.892.236 foram aplicadas, sendo 1.236.406 referentes à primeira dose e 635.830 referente à segunda dose, o que nos permite um saldo de 672.334 doses não aplicadas”, declarou Saretta, que pediu aos prefeitos que disponibilizem mais pontos de vacinação e contratem mais profissionais.

Fonte: ALESC